Em Brasília, José Neto vai a Arthur Lira e a Ciro, reforçando laços com o PP

Secretário da Casa Civil, José Neto foi à mesa com Arthur Lira e Ciro Nogueira

Secretário da Casa Civil do governo Paulo Câmara, José Neto foi à mesa, em Brasília, na manhã de ontem, com o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira. O encontro se deu na residência oficial do mandatário e não foi o único do pernambucano com um membro da alta cúpula do PP. Ele também esteve, no Palácio do Planalto, com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, presidente nacional do PP. As agendas foram partidárias e têm a ver com o reforço dos laços entre PSB e PP, ficando longe, realçam aliados, de qualquer aceno ao governo Bolsonaro. Nacionalmente, não se descarta que o presidente da República possa ingressar nas hostes progressistas, mas, em Pernambuco, o PP tem aliança sólida com o PSB e o presidente da sigla no Estado, deputado federal Eduardo da Fonte, tem repisado que a legenda conta com compromisso da direção nacional em relação a sua autonomia para tomar decisões regionais sobre 2022. O dirigente estadual esteve, ontem, no plenário da Câmara dos Deputados, com José Neto, também acompanhado nas visitas por outro deputado federal progressista, Fernando Monteiro.

Além de ampliar a superfície de diálogo com o PP, o auxiliar de Paulo Câmara se debruçou também sobre agenda administrativa com o ministro da Cidadania, João Roma, e foi recebido ainda pelo deputado federal André de Paula, presidente estadual do PSD. André tem nome cotado para concorrer ao Senado, assim como Eduardo da Fonte. José Neto, por sua vez, já teve nome ventilado para encabeçar uma chapa majoritária do PSB na corrida pelo Palácio das Princesas. Nos bastidores, no entanto, integrantes da Frente Popular asseguram que o roteiro cumprido, ontem, por José Neto na Capital Federal não tem qualquer relação com isso. Em paralelo aos movimentos do secretário, o governador Paulo Câmara cumpria agenda em Fernando de Noronha. O chefe do Executivo estadual voltou ontem mesmo da ilha, onde deu prosseguimento às agendas do Plano Retomada, que, hoje, contemplam os municípios de Vitória de Santo Antão e Pombos.


Quatro chapas
O assunto ainda está sendo tratado de forma incipiente e em conversas preliminares no Palácio do Campo das Princesas, mas parlamentares, em conversas reservadas, vêm dando conta da perspectiva mais viável, considerada, hoje, para a montagem de chapas proporcionais da Frente Popular. A estratégia inclui a formação, dizem deputados, de quatro chapas,  sendo uma do PSB, uma do PP, uma que o PSB vai viabilizar com deputados de siglas variadas, frente à proibição de coligações, e outra do PT, já considerado como parte da aliança para 2022.

Cálculo > No PSB, coordenar a formação de uma segunda chapa proporcional com candidatos à Câmara Federal oriundos de partidos aliados já é missão dada como certa. Pela regra eleitoral, cada partido poderá lançar, no ano que vem, até 26 candidatos, sendo um terço de mulheres por partido. Quando era possível coligar, esse volume chegava a 50. 

Projeções > Socialistas aguardam que Paulo Câmara coordene a arrumação dessa chapa, que pode se dar, dizem, no MDB, no PSD, ou em outra sigla das que integram a Frente Popular.

Mesa Diretora > Tesoureiro da Unale, o deputado estadual Diogo Moraes cumpre, esta semana, uma série de compromissos em estados do Norte, como Acre, Roraima, Rondônia e Amazonas, ao lado da presidente da instituição, Ivana Bastos (PSD-BA). O socialista está à frente da organização da próxima conferência nacional, que vai eleger a Mesa Diretora do orgão, que representa e reúne os deputados estaduais de todo País.

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