Em cenário ainda pouco nítido, Marília e João Campos empatam

Na estimulada, Marília tem 22%, João, 16%, Patrícia, 14% e Mendonça, 13% - Divulgação

Após a corda ter sido esticada nas costuras entre o PT e o PSB em relação à disputa pela Prefeitura do Recife, o que acarretou rompimento das duas siglas em outras capitais inclusive, os candidatos das duas legendas, na Capital pernambucana, aparecem tecnicamente empatados na primeira pesquisa de intenções de voto realizada pelo Ipespe em parceria com a Folha de Pernambuco. Com 22%, Marília Arraes tem seis pontos à frente de João Campos, que figura com 16% no cenário da estimulada. A situação configura um empate técnico, considerando a margem de erro, para mais ou para menos, de 3,5 pontos percentuais. Na sequência, Com 14%, a delegada Patrícia Domingos e Mendonça Filho, com 13%, também encontram-se empatados tecnicamente com João Campos. Primos, deputados federais e concorrendo ao mesmo cargo, Marília e João coincidem também na taxa de desconhecimento: 11%. No caso dela, a rejeição é de 39% e, no dele, de 45%. Ex-governador de Pernambuco e ex-ministro da Educação, Mendonça Filho é desconhecido por 8% apenas e rejeitado por 57%. No rol dessas quatro candidaturas que melhor pontuam, Patrícia é a mais desconhecida. Dos entrevistados, 37% disseram que não a conhecem o suficiente para opinar. Isso pode representar uma margem maior de crescimento para a delegada, cuja rejeição é a menor entre os quatro primeiro colocados: 26%.

A campanha começa oficialmente no próximo domingo, mas, nessa semana, após o prazo final de realização das convenções, embate mais intenso se deu apenas entre Mendonça e João Campos. O democrata, que vinha sendo provocado há algum tempo por socialistas a entrar na disputa, também "chamou" João ao enfrentamento direto e o deputado reagiu. Patrícia já vinha adotando uma linha mais dura de discurso na direção do PSB e o democrata também lançou, na conta de João, questões relativas à gestão socialista no município. Se carrega o apoio das administrações municipal e estadual, João Campos, de outro lado, é instado a explicar fatos relativos às duas gestões do PSB. A amostra traz dados: entre as três instâncias de governo pesquisadas, a administração municipal é a que obtém a melhor avaliação da atuação durante a pandemia, com 35% de “ótima e boa”.

Onze no páreo 
Também no páreo, Marco Aurélio (PRTB) figura com 2% e quatro candidatos aparecem com 1%: Thiago Santos (UP), Coronel Feitosa (PSC), Carlos Andrade Lima (PSL) e Charbel (Novo). Cláudio Ribeiro (PSTU) e Victor Assis (PCO) não pontuam. O percentual de "nenhum/branco/nulo" é de 21% e de "não sabe não respondeu",8%. 

Desconhecidos > Somados o percentuais de brancos e nulos e de não sabe, não respondeu, daria um empate técnico com o percentual de Marília. Os mais desconhecidos são Charbel e Victor Assis, com 64%. Carlos Andrade Lima tem 60% de desconhecimento.

Campo > A consulta Folha de Pernambuco/Ipespe foi a campo nos dias 22 e 23 de setembro de 2020 e 800 pessoas foram entrevistadas.

Digital > Entre as três instâncias avaliadas, a administração municipal é que obtém melhor índice de atuação durante a pandemia, com 35% de “ótima e boa”. O Governo do Estado tem 26% de avaliação positiva e 30% de negativa e o Governo Bolsonaro tem 24% e 57%, respectivamente.  

2º turno >  De acordo com a simulação de 2º turno, Marília Arraes venceria em todos os cenários. A disputa mais acirrada se daria com Patrícia Domingos, que chegaria a 38% contra 45% da petista.