"Está provado que foi erro fundir os ministérios", diz Silvio Costa Filho

Silvio Costa Filho aponta erro do governo, sinalizando para incômodo na base - Agência Câmara

O presidente Jair Bolsonaro tem até a próxima quinta-feira (22) para sancionar, ou não, o Orçamento de 2021. Nessa contagem regressiva, o impasse segue intacto. Nos bastidores, parlamentares realçam o "tensionamento" vigente entre legislativo e Executivo e admitem que "por incrível que pareça", até agora, "não tem nenhuma solução". A essa altura do campeonato, a saída que escolhida terá efeitos colaterais. A conta que se faz no parlamento leva em conta as seguintes variáveis: se o presidente sancionar, corre o risco de incorrer em pedalada (como alerta o ministro Paulo Guedes). Se não sancionar, há de se contabilizar 30, 60 dias para um novo Orçamento, prazo que prejudica o fechamento das contas, e, havendo corte no valor turbinado das emendas (R$ 26 bilhões), restará indisposição com o Congresso. Parlamentares da base, em conversas reservadas, têm apontado um motivo para o imbróglio: a conta feita para o Orçamento foi combinada com o Governo Federal. Deputados governistas afirmam estar muito claro o porquê de o presidente da Câmara, Arthur Lira, não arredar o pé e se negar a ceder sobre o montante das emendas em xeque.

Repisam que o erro não foi dele. Há quem chame, nas coxias, de "obscuro" o movimento do governo de subestimar recursos referentes à previdência social , abono salarial e seguro-desemprego. O detalhe é que a conta não fechou e o Congresso não aceita pagar o pato. De Pernambuco, o deputado Silvio Costa Filho, que vem focando seu mandato no diálogo da agenda econômica e tem trânsito livre com Arthur Lira, instado pela coluna, faz a seguinte leitura: "Foi um erro do governo na origem ter acabado com o Ministério do Planejamento e com o Ministério da Indústria e Comércio" E emenda: "Está provado que foi um erro do Governo Federal ter fundido". Então, argumenta "que o Brasil precisa dessas pastas para ter boa gestão econômica". As palavras de Silvio denotam o incômodo na base aliada. O deputado, que vai substituir o ministro João Roma na Comissão Especial de Reforma Tributária, aponta ainda incômodo do mercado. "Há sentimento no mercado e dentro do parlamento de que foi erro do governo ter criado esse superministério da Economia em detrimento dos demais ministérios". A conferir.

Tropa da CPI
Dos 11 titulares da CPI da Pandemia, participaram de reunião, na tarde de ontem, seis senadores da ala independente e de Oposição. Foram à mesa: Humberto Costa, Eduardo Braga, Renan Calheiros, Tasso Jereissati, Otto Alencar e Randolfe Rodrigues. À noite, o encontro se repetiu. Dessa vez, com a presença de Omar Aziz, que vai presidir o colegiado. Renan Calheiros deve ser o relator e Randolfe Rodrigues, vice-presidente. Há expectativa de que Rodrigo Pacheco convoque a primeira reunião para a próxima quinta-feira. 

Termômetro > A CPI deve ter um funcionamento "misto", começando por sessões remotas. Ontem, Renan Calheiros fez fala dura em entrevista a O Globo, afirmando que o presidente Bolsonaro "errou", se "omitiu", foi "terrível no enfrentamento à pandemia".

Relatoria > Partiu de Arthur Lira, o convite para que o deputado Danilo Cabral seja relator do projeto 795/2021, que prorroga a Lei Aldir Blanc. O parecer será pela prorrogação do auxílio emergencial para trabalhadores da cultura, não alterando o texto do Senado, que estendeu o prazo de vigência da lei até dezembro de 2022. 

Aldir Blanc > A Aldir Blanc destinou R$ 3 bilhões ao setor cultural na forma de renda emergencial, alcançando cerca de 700 mil trabalhadores. A proposta também prorroga a data-limite para a devolução dos recursos que, em função de burocracias, acabaram represados. Esse montante chega a 65% dos R$ 3 bilhões.

 

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