Federação ampla com PSB, PT, PCdoB e PSOL anda em fase de consultas

A possibilidade de comunistas federarem com socialistas também voltou à pauta

As auscultas sobre o tema vêm se intensificando nos bastidores. O PT chegou a ter polêmica reunião recente da bancada, permeada por opiniões díspares, segundo lideranças petistas, sobre o assunto.

Integrantes do partido e aliados de outras siglas relatam que a presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann, ficara de chamar integrantes da Executiva nacional para encontro na última segunda-feira, em torno dessa pauta: a federação.

Comunistas seguem atentos a esse cronograma e, enquanto isso, se debruçam sobre consultas internas a respeito desse tema. O PSB faz o mesmo. A movimentação inclui o PSOL.

A agenda comum desse conjunto é a possibilidade de se realizar uma federação ampla. Em outras palavras, esses partidos não descartam federar entre si, os quatro. Mas também discutem possibilidades envolvendo, no máximo, duas siglas.

A hipótese, inclusive, de PCdoB federar com o PSB voltou à tona. Até pouco tempo, essa tese havia cedido espaço para o cenário em que os comunistas federariam com os petistas.

No ninho socialista, no entanto, essa composição com o PCdoB voltou a ser considerada à medida que, dizem parlamentares, ela poderia ajudar nas construções regionais num momento em que as coligações estão proibidas. Socialistas retomaram o assunto com mais ênfase nas coxias. Até pouco tempo, eles apontavam maciçamente que o PCdoB tenderia a federar com o PT. A temperatura mudou.

O ex-presidente Lula ainda não externou posição e teria pedido uma apresentação a Gleisi para se situar melhor. Aos olhos do PCdoB, uma federação seria variável fundamental para formação de uma frente ampla, visando a derrotar o presidente Jair Bolsonaro em 2022. Nas oposições, o que se diz é que o objetivo primeiro do grupo é esse e, para isso, se argumenta que não se pode ter problema regional que coloque em xeque a questão nacional. 

Apoio prioritário a Raquel
Em meio às divergências entre os presidenciáveis do PSDB, em Pernambuco, onde a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, tem nome cotado para concorrer ao Governo do Estado, aliados dela já foram "vacinados" com a garantia de que ela "terá apoio prioritário" independente de quem seja o escolhido para concorrer ao Planalto. "Eles vão precisar do palanque que ela vai montar", assinala, à coluna, uma fonte das Oposições, em reserva, sublinhando que o PSDB já asegurou que não sobrará para ela.

Anderson vai > O prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, encontrava-se em Brasília desde a última terça-feira e retornará à Capital federal, na próxima terça, para prestigiar a filiação do presidente Bolsonaro ao seu partido, o PL. Já confirmou presença. 

São Tomé > Junto com São Paulo, Pernambuco entrou no centro do debate sobre as arrumações regionais que precedeu o aceno positivo feito, ontem, pelo presidente Bolsonaro sobre o ingresso no PL. Ontem, ele disse que "tá tudo certo" para ele se filiar. Até então, só havia dito que estava "99%" fechado com o PL.

Solução > A partir da PEC 383/17, de autoria do deputado Danilo Cabral, a Câmara tem uma alternativa para tornar o Auxílio Brasil permanente. A proposta constitucionaliza um programa de renda mínima, além de garantir recursos para a assistência social. O texto deve ser votado na comissão especial na próxima semana.

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