Humberto mira negociação de Wajngarten sobre vacinas

O senador Humberto Costa adianta roteiro da oitiva

Entrando na segunda semana de auscultas, a CPI da Covid ouve, amanhã, o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República, Fábio Wajngarten. Há uma bolsa de apostas em torno dessa arguição em função da entrevista recente de Wajngarten à Revista Veja na qual ele atribuiu à "incompetência" e "ineficiência" do Ministério da Saúde o fato de o Brasil não ter comprado logo as vacinas da Pfizer. Representante de Pernambuco na CPI da Covid, o senador Humberto Costa tem de cor o roteiro que deve nortear a oitiva. E, além da incompetência do Ministério da Saúde, apontada pelo ex-secretário de Comunicação, o petista sublinha que ele vai precisar esclarecer "a negociação que andou fazendo no governo sobre a compra de vacinas, uma vez que isso não era uma competência de sua pasta".

Humberto emenda: "O Ministério da Saúde tem larga experiência para aquisição de vacinas em nível internacional. Vamos cobrar isso!". Na entrevista à Veja, o publicitário declarou que insinuações de que ele teria interesses pessoais na aquisição do imunizante partiram do marqueteiro do general Eduardo Pazuello, Markinho Show. Na CPI, adianta Humberto à coluna, ele vai precisar explicar por que não fez campanha de comunicação com medidas preventivas e ainda se andou financiando site de divulgação de notícias falsas, especialmente sobre vacina. Ainda que Wajngarten tenha procurado blindar o presidente Jair Bolsonaro na entrevista, as declarações dele têm potencial para fragilizar o governo. Humberto sublinha que o ex-secretário de Comunicação falou com o presidente, que o autorizou a fazer negociação com a Pfizer, conforme a entrevista à Veja. A semana na CPI promete ser concentrada na questão da vacina.

Jogando contra
Após Pernambuco receber a classificação na Capacidade de Pagamento (Capag) nível B, concedida pelo Tesouro Nacional, o que equivale à possibilidade de o governo contrair empréstimos de até R$ 2,4 bilhões, nos bastidores da gestão Paulo Câmara, há quem acenda o sinal de alerta para o risco de o Governo Federal jogar contra. Nas hostes socialistas, há quem lembre que movimento do tipo foi feito na gestão do ex-presidente Michel Temer. 

Sinal amarelo > Agora, o alerta, sobre a Capag nível B, está aceso em relação ao líder do governo, Fernando Bezerra Coelho. "A turma de Temer atrapalhou e a turma de Bolsonaro pode querer atrapalhar", assinala uma fonte governista à coluna.

Vínculo > O encontro recente do deputado estadual Tony Gel com o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, ainda rende nos bastidores. Nas coxias da Alepe, há governista realçando que o ex-prefeito de Caruaru contou, para se eleger, com gesto do PSB, que teria cedido a ele espólio de Nilton Mota. Dizem aliados que as referidas bases eram disputadas por deputados socialistas.

Balança > Miguel Coelho, embora integre o mesmo MDB de Tony Gel, é de Oposição ao Palácio das Princesas. Pessoas próximas a Tony Gel avaliam que, visando à disputa proporcional, o deputado precisa compor com os Coelho. Ainda que isso acenda sinal amarelo no PSB, o que se diz também é que Tony é leal defensor do governo, do qual é vice-líder, na Alepe.

Respingo > Nas Oposições, outro movimento de Miguel Coelho ainda repercute: a visita que ele fez ao deputado federal Wolney Queiroz, em Caruaru. Integrantes desse campo dizem que o movimento foi indelicado com Raquel Lyra, adversária do pedetista, mas aliada de Miguel. 

 

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