Indefinição sobre destino de Luciana Santos engessa o PSB em Olinda

Ministra diz que vai esgotar prazo para decidir se deixa cargo e disputa prefeitura. Enquanto isso, Gleide Ângelo espera

Ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB) - Foto: Paulo André Pedrosa/Folha de Pernambuco

Esgotar o prazo para decidir se vai desincompatibilizar-se do cargo e disputar a eleição à Prefeitura de Olinda. Esta é a estratégia da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB). "A gente ainda tem tempo para esse debate", declarou a ministra, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.

Ex-prefeita da Marim dos Caetés, a ministra lidera as pesquisas. "A gente está procurando fazer um projeto de país que nos fortaleça para 2026. Estamos debatendo  com as forças de modo a disputar bem as eleições", pontuou a presidente nacional da federação, que inclui também PT e PV.

No Recife, o bloco está com o prefeito João Campos (PSB), e em Jaboatão, com o pré-candidato Elias Gomes (PT). "Olinda ainda está em construção". Para disputar eleição a prefeito ou vice, ministros têm até quatro meses antes do pleito para deixar o cargo. O prazo de Luciana Santos é até 6 de junho.

Sem uma definição, que passa especialmente pelo presidente daa República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a federação engessa o PSB em Olinda.

Em novembro, quando a deputada Gleide Ângelo (PSB) assumiu a presidência do diretório na cidade, o clima foi de lançamento de pré-candidatura, em solenidade prestigiada. A deputada, que chegou à presidência com a orientação de organizar o partido, defendeu a união das forças de esquerda.

Depois disso, as discussões arrefeceram. Nos bastidores, comenta-se que o partido só lança Gleide Ângelo a majoritária se a ministra não encabeçar a chapa. O tempo agora é de espera. De todos os lados.

PREFEITO DE PLANTÃO
O prefeito de Jaboatão, Mano Medeiros, quase não dormiu de domingo para ontem. Coordenou diretamente o apoio às famílias das vítimas do atropelamento durante procissão no último domingo. As ações foram rápidas, considera, porque ficou na cidade para as programações do feriadão e acompanhou tudo de perto. Cinco pessoas morreram e 26 ficaram feridas. O micro-ônibus tinha laudo do Inmetro para circular.

MAIS SEGURANÇA
o clima esquentou na Alepe e deve ferver hoje, quando a Comissão de Justiça colocar em votação projeto que extingue as faixas salariais dos PMs. O presidente da CCLJ, Antônio Moraes, pediu reforço na segurança e apenas um grupo da categoria para acompanhar os trabalhos. Na última reunião houve tumulto.

SEM NECESSIDADE
A deputada Débora Almeida (PSDB) acusou Joel da Harpa (PL) de incitar a violência entre os policiais na última reunião da CCLJ. O deputado negou e a chamou de mentirosa. A parlamentar alegou que não precisa mentir e sugeriu que o liberal reconhecesse o erro.

DÉSPOTA
O deputado Romero Albuquerque (União Brasil) chamou de despótica a decisão do Governo de querer tirá-lo da CCLJ para garantir a aprovação do fim das faixas salariais. A Casa não aprovou o ofício, assinado pelo deputado Romero Sales Filho (UB).

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