Mendonça descarta hipótese de estarem ele e Daniel no páreo

Mendonça Filho - Paullo Allmeida

Pré-candidato à Prefeitura do Recife pelo Democratas, o ex-governador Mendonça Filho segue em conversas frequentes com outro candidato do mesmo campo, Daniel Coelho. Pessoalmente, eles foram à mesa na última sexta-feira. Não bateram o martelo no desenho final que a Oposição terá na disputa pela Prefeitura do Recife, mas trataram de avançar no entendimento de que, além do caso da delegada Patrícia Domingos - que lança, hoje, uma candidatura em faixa própria pelo Podemos - só caberá à Oposição alimentar mais uma postulação, por uma questão de estratégia eleitoral. Ou seja: não passa pela cabeça de Mendonça a hipótese de que ele e Daniel Coelho concorram os dois à Prefeitura da Capital. À coluna, Mendonça Filho é taxativo: "A gente trabalha pela definição de um consenso". Indagado se há caminho que não seja o de afunilar as pré-candidaturas para uma única, ele devolve: "Vai ter que afunilar". E emenda: "A hipótese com a qual a gente trabalha é ter uma candidatura única, ou a minha ou a dele (de Daniel)". E completa: "No que depender de mim, defendo uma única candidatura do bloco de Oposição". Sobre a alternativa Patrícia Domingos, já sacramentada pelo Podemos, ele argumenta: "Patrícia resolveu sair em faixa própria, é uma decisão unilateral, subordinada a uma visão pessoal ou ao projeto nacional do Podemos". Mendonça Filho e Daniel Coelho não estipularam prazo para definição, mas, à coluna, o democrata já havia afirmado que algumas condições podem ajudar a catalisar a decisão, a exemplo do volume de apoios partidários que cada um agregará. O bloco da Oposição envolve, além do Cidadania e do Democratas, entre outros, o PSDB, o PL, o PSC e o PTB. Há expectativa ainda sobre atrair o PSL. Mas os partidos, por sua vez, também aguardam um entendimento para externar posição.

 

PSB ainda não homologou alianças 
Em cidades onde há 2º turno, a Executiva nacional do PSB não homologou nenhuma coligação ainda. A última palavra é da Nacional. Leia-se: a decisão do PT no Recife pode inviabilizar coligações com o PSB em outras cidades com mais de 200 mil eleitores. A mesma lógica pode valer para partidos como o PDT. 

Na mesma >  Ontem, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, foi à mesa com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. Socialistas definem o resultado: "Conversaram, mas não avançou".

Impactado > No PDT, ficou ainda menos ameno o clima depois que Carlos Lupi deu declaração de apoio à pré-candidatura de Isabella de Roldão. O partido já havia oficializado a pré-candidatura de Túlio Gadêlha. O lado que defende o projeto majoritário do deputado federal não viu com bons olhos a neutralidade de Lupi.

Na linha> Lupi não esteve pessoalmente com Isabella, mas os dois têm se falado regularmente por telefone. Ainda ontem, ela divulgou uma carta de apoio ao seu projeto majoritário assinada por lideranças do partido e representantes de movimentos ligados ao PDT, assim como a declaração de apoio de Lupi.

Condição > Não há agenda ainda prevista entre o governador Paulo Câmara e Odacy Amorim. A costura sobre Petrolina vai depender do cenário do Recife. Se o PT mantiver a candidatura de Marília Arraes, uma articulação com Odacy pode nem ocorrer.

ZOOM - O lançamento da delegada Patrícia Domingos à Prefeitura do Recife se dará, hoje, via coletiva de Imprensa, às 11h, transmitida pela plataforma ZOOM. Haverá pronunciamentos dela e da presidente do Podemos, Renata  Abreu.