Na Oposição, não se descarta duas candidaturas e renúncia não é veredicto

Périplo de Miguel Coelho é visto como ponto a favor do conjunto, que tem Anderson e Raquel cotados

Com nomes ventilados, prefeitos vão precisar renunciar

O senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado federal André Ferreira vieram a Pernambuco, na última quinta-feira, no mesmo voo, no qual estava a bordo o presidente Jair Bolsonaro. O primeiro é líder do governo e o segundo, vice-líder. Os dois acompanharam a agenda do chefe do Planalto no Sertão.  Em comum, eles têm ainda o fato de integrarem a Oposição em Pernambuco, ala da qual também faz parte a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, que veio à Capital no mesmo dia e foi à mesa com o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira. O diálogo no conjunto está em dia no momento em que Miguel Coelho começa a rodar o Estado em busca de fortalecimento.

Nas coxias, a leitura que se faz é a de que o prefeito de Petrolina, ao percorrer as várias regiões, está automaticamente fortalecendo o conjunto. Por tabela, há um entendimento de que Miguel simboliza a atração de uma sigla a mais para esse bloco, o PSL, cuja fusão com o DEM resultou no União Brasil. Nas hostes oposicionistas, o prazo estipulado para tirar temperatura sobre o potencial de cada postulante, seja Anderson, Raquel ou Miguel, todos cotados para concorrer ao Palácio das Princesas, é abril, período para desincompatibilização.

No caso deles, que são gestores, terão que, eventualmente, renunciar aos seus mandatos, caso decidam concorrer, de fato e, até a homologação da chapa, há ainda mais chão para percorrer e variáveis a se considerar. Até abril, o que se espera é que a densidade eleitoral de cada um seja medida a ponto de justificar o peso da renúncia. Até o Carnaval, Miguel aguarda percorrer 100 municípios.

O Sertão equivale a 14% dos votos do Estado, se calcula no grupo, considerando que Anderson e Raquel respondem pelas fatias do Agreste e RMR. Esses atores estariam, agora, somando esforços em regiões estratégicas de forma a também não deixar o governador Paulo Câmara correr solto nas agendas do plano Retomada por Pernam,buco. Detalhe : a desincompatibilização ainda não é vista como veredicto final e, até homologação da chapa, se estuda se o grupo trabalhará com uma ou duas candidaturas.


Movimento das chapas
Na ala governista, o PSB se organiza para montar duas chapas proporcionais para corrida pela Câmara Federal, uma do partido e outra para salvar os mandatos de aliados de siglas variadas. Na Oposição, há quem fale também na formação de chapas paralelas, uma que envolveria os postulantes do União Brasil, Mendonça Filho, Luciano Bivar e Fernando Filho, e outra que poderia ser puxada pelos deputados André Ferreira e Fernando Rodolfo.

Travessia > André Ferreira, que comanda o PSC no Estado, já estaria de malas prontas para o PL, comandado pelo prefeito Anderson Ferreira, seu irmão. 

Subtração > Se levam em conta a atração do PSL como forma de desidratar o campo governista, nas oposições, está no radar também a atração do PDT. Oposicionistas apontam a sigla, presidida no Estado por Wolney Queiroz, como ponto na mira.

Híbrido > Dos postulantes das Oposições, Anderson Ferreira é tratado como "híbrido". Leia-se: pode ocupar tanto uma cabeça de chapa como concorrer ao Senado.

Atitude >  Idealizador do Imposto Único, o economista e ex-secretário especial da Receita, Marcos Cintra, conduz palestra gratuita sobre a reforma tributária na próxima segunda (25), às 19h, pelo Zoom. A iniciativa é do Instituto de Formação de Líderes (IFL) Brasil, que, no Nordeste, é apoiado pelo movimento Atitude Pernambuco. Entre os temas, defesa de uma reforma sistêmica, e não fragmentada, para atender demandas políticas e imediatas. 

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