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O peso da terceira via na estratégia da oposição em Pernambuco

Pesquisa do instituto Datafolha, divulgada na última sexta (17), revela que a estratégia de construir uma alternativa a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Lula (PT) ainda está dando os seus primeiros passos. Sem um candidato natural, não há definição do projeto nacional dos partidos tidos como independentes e as postulações estaduais também tendem a aguardar a definição da estratégia para a corrida às urnas presidenciais. Em Pernambuco, nomes cotados para a disputa estadual como a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), e o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, prestes a se filiar ao DEM, podem dar palanques a projetos nacionais. Caso haja uma tática de vários nomes no âmbito nacional é possível que a estratégia também se repita nos estados e que sejam lançadas múltiplas candidaturas no campo antagonista pernambucano. A construção, contudo, não estará totalmente desvinculada do contexto local. Outro nome colocado, o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PL), não vê no seu partido perspectivas de uma disputa presidencial, mas também se mostra competitivo e está no páreo da disputa. Além dos interesses que envolvem cada agremiação, uma candidatura nacional também é importante para desvincular os projetos estaduais oposicionistas da rejeição que atinge o Governo Bolsonaro e evitar a nacionalização do debate eleitoral. Contudo, é preciso que este projeto seja competitivo para evitar que o clima de polarização tome conta da pauta das eleições e não acabe afetando o debate local. Por enquanto, esse projeto nacional ainda não encontrou o nome mais competitivo, dificultando a definição de qualquer estratégia.

Última palavra
Nas tratativas para fusão entre DEM e PSL, aliados do presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, garantem que ele não abre mão de ter a liderança da sigla em Pernambuco. Eles comparam que os liberais respeitaram o espaço do presidente do DEM, ACM Neto, que continuará no comando da sigla na Bahia, e que a mesma regra deve ser respeitada com o líder do PSL, que tem o território pernambucano como base. O comando do novo partido no Estado, inclusive, é considerado ponto inegociável pelos liberais.

ADIADA > Reuniões das Executivas do DEM e PSL estavam convocadas para a próxima terça-feira (21) para tratar da fusão entre as legendas. A expectativa era de oficializar a união das agremiações. Contudo, o PSL adiou a sua reunião. Nas tratativas das legendas, alguns detalhes precisam ser fechados em diretórios como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros. 

no ninho socialista > Responsável pela articulação política do Governo, o secretário da Casa Civil, José Neto, recebeu o presidente estadual do PT, Doriel Barros, para uma reunião. O encontro, segundo o parlamentar, foi para tratar de demandas do seu mandato legislativo e não sobre assuntos partidários.

COORDENAÇÃO > Coordenada pelo senador Humberto Costa, uma comissão composta por legisladores e representantes da sociedade se reuniu na última quinta com a ministra Rosa Weber. O procurador da Alepe, Hélio Dantas também esteve presente. Na pauta, a análise da Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre a instalação de uma usina nuclear em Pernambuco. 

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