Para uma ala da esquerda, bater martelo em Alckmin, agora, é precipitação

Alguns partidos argumentam que convenção será só em julho e muita coisa vai mudar

Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação e Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

As pedras vêm sendo movidas de forma mais acelerada em torno da construção de uma frente ampla de apoio ao ex-presidente Lula na corrida presidencial do ano que vem. Os movimentos contemplam tanto as articulações da disputa proporcional como as relativas à chapa majoritária.

Enquanto alguns, no entanto, veem necessidade de apressar o passo, outra ala desse mesmo campo pondera que, agora, não é hora de correr com escolha de vice. Com a variável Geraldo Alckmin sendo considerada e com os subsequentes acenos mútuos, do tucano para o líder-mor do PT e vice-versa, há aliados alertando que o quadro ainda vai mudar muito.

Lembram que as convenções serão apenas em julho de 2022, o que deveria fazer prevalecer a cautela num cenário em que, até pouco tempo, o ex-ministro Sérgio Moro não era levado em conta como peça capaz de inserir, no processo, um componente a mais de imprevisibilidade. Há quem recorde, nas coxias, que os nomes da empresária Luiza Trajano e do filho do ex-vice-presidente José Alencar, Josué Alencar, eram nomes cotados para compor uma eventual chapa do petista e não faz tanto tempo assim.

Em função dessas zonas de turbulência, alguns partidos da esquerda argumentam que não se deveria escolher vice agora. Para atender a condição de ser indicado para uma chapa com Lula, Alckmin, que está de malas prontas para deixar o PSDB, se filiaria ao PSB. É com essa hipótese que se trabalha.

As conversas frequentes entre Lula e Alckmin, ao contrário das trocas públicas de gestos, não são tão recentes e vêm se dando desde meados do ano. A construção passa por pontes como Fernando Haddad e Márcio França. O primeiro foi prefeito de São Paulo, de boa relação com o, então, governador tucano e o segundo, aliado de primeira hora de Alckmin, foi vice-governador do tucano.

Lula, por sua vez, ainda esta semana, declarou: "A gente está num processo de conversar". A despeito de aliados acenderem o sinal amarelo para eventual precipitação, nem o próprio Lula formalizou ainda se será candidato. A aliados, como a coluna cantara a pedra, ele informou, durante périplo recente pela Europa, que tal definição se dará em fevereiro. E também deixou claro que quer o PSB na vice, mas só se não for necessário contemplar o centro, caso a aliança cresça. A conferir.


Federação na corda bamba
Após o Senado enviar ofícios ao STF relatando alteração de mérito, realizada na Câmara, durante a tramitação do PL que autoriza a formação das federações partidárias, há uma bolsa de apostas entre parlamentares dando conta de que o mecanismo pode não mais valer para 2022. Os documentos enviados ao STF são assinados pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Jogando contra > Em conversas reservadas, lideranças têm argumentado que o STF poderia até fazer vista grossa, mas, diante do material assinado pelo próprio presidente do Senado, o mais provável é que haja um revés. Parlamentares minimizam o fato de o PSD, partido de Pacheco, ser contra a federação.

Ferida > No 1º turno da PEC dos precatórios na Câmara Federal, quando deputados do PDT votaram a favor, petistas não pouparam críticas. Agora, no Senado, quando os três senadores do PDT votaram contra, a bancada do PT toda votou favorável. O presidenciável Ciro Gomes tratou de alfinetar: "O que falam no almoço, não serve para o jantar".

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