PDT na chapa liderada pelo PSB evitaria racha na aliança em PE

Indicação de pedetista é ventilada como opção para fazer o partido abrir mão de palanque para Ciro

Wolney Queiroz preside sigla, que apoia Paulo Câmara, mas quer palanque para Ciro

A prioridade que o PDT tem dado ao projeto presidencial de Ciro Gomes, já tendo, inclusive, contratado o marqueteiro João Santana para trabalhar a imagem do ex-ministro rumo à campanha, tem imposto ao partido, em Pernambuco, a missão de erguer um palanque para o presidenciável.

A situação se torna delicada porque os pedetistas, hoje, integram a Frente Popular, liderada pelo PSB, cuja tendência é apoiar o ex-presidente Lula na disputa pelo Planalto. À coluna, petistas dão conta de que as chances, hoje, são de 99% dessa construção nacional entre PT e PSB vingar. Resultado: aos pedetistas restaria, nesse cenário atual, a alternativa de romper com a aliança liderada pelo governador Paulo Câmara, visando a uma construção pró-Ciro no Estado.

O detalhe é que, nos bastidores, uma alternativa para evitar esse racha começa a ganhar ressonância. A condição para o PDT ficar onde está, em Pernambuco, e apoiar uma candidatura do PSB ao Palácio das Princesas, já dizem lideranças da Frente Popular em conversas reservadas, seria indicar um nome pedetista para compor a chapa majoritária.

A hipótese passou a ser ventilada diante da iminência de rompimento. Há uma bolsa de apostas dando conta do nome do deputado federal Wolney Queiroz como solução para viabilizar uma acomodação que sensibilizasse o PDT a repensar eventual êxodo. Wolney é o presidente estadual do partido. À coluna, ainda em abril deste ano, ele sinalizou o compromisso com um palanque para Ciro em quem o PDT está disposto a jogar todas as suas fichas.

Na ocasião, Wolney declarara o seguinte: "Se o PSB estiver com o PT em Pernambuco, estaremos em outro palanque". Antes, lembrou que "o PDT trabalha desde 2016" para ter o apoio do PSB nessa corrida pelo Planalto e que "o PSB continua sendo um parceiro preferencial do PDT nacionalmente". Mas os movimentos de recomposição entre socialistas e petistas acenderam, ali, um sinal de alerta.

Acomodar o PDT na chapa majoritária a ser montada para a sucessão de Paulo Câmara não é missão fácil à medida que já há uma fila de espera para uma vaga. Sobretudo quando se trata do Senado, espaço no radar de nomes como os deputados federais André de Paula, Silvio Costa Filho e Eduardo da Fonte. E é em torno desse espaço que gira a tese de contemplar o PDT como forma de fazer o partido, presidido nacionalmente por Carlos Lupi, abrir mão de um palanque para Ciro no Estado.

Casa Alta
Em meio às pedras que se movem no sentido equacionar a situação do PDT na Frente Popular, ontem, o deputado Silvio Costa Filho, um dos cotados para a corrida pelo Senado, fez visita ao presidente estadual dos pedetistas, Wolney Queiroz, que também figura, agora, como nome ventilado para disputa pela Casa Alta. Silvio, em sua rede social, tratou de enaltecer a "relação pessoal" deles e o trabalho de Wolney como líder do PDT. 

Próximo passo > Presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann vai chamar reunião do diretório nacional ainda em dezembro. O objetivo é pedir autorização para começar uma discussão mais dirigida à possibilidade de consolidar a federação partidária. Na última terça, em debate com presidentes estaduais, deputados e senadoresda sigla, houve adesão ao mecanismo.

Prematuro > Sobre o debate envolvendo o nome de Geraldo Alckmin para vice de Lula , Gleisi Hoffmann tem se manifestado na mesma linha de aliados que encaram como "precipitação", como a coluna registrou ontem, bater o martelo no nome do tucano. Para a dirigente, tais projeções são prematuras. "Ainda não há discussão sobre vice-presidência porque Lula não oficializou sua candidatura”, avaliou ela ao programa Giro das 11. 

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