Pressão do Partido Progressistas para ter vaga ao Senado pode virar um tiro no pé
Raquel Lyra demonstra afinidade com Miguel Coelho e reduz chances de Eduardo da Fonte na chapa
A tentativa do Partido Progressistas de enquadrar o Palácio das Princesas com prazos limites e ameaças de corte de tempo de rádio e TV pode virar pó.
A resposta do grupo aliado à governadora Raquel Lyra (PSD) e de integrantes do União Brasil expõe o que classificam como “a maior extorsão eleitoral e violência política de gênero escancarada dos últimos anos em Pernambuco e no Brasil”.
A avaliação é de que o comportamento do presidente da Federação União Progressista, o deputado federal e pré-candidato ao Senado, Eduardo da Fonte, parece combinado com o PSB (partido do adversário João Campos) para desestabilizar o palanque governista.
Governistas afirmam que a candidatura de Miguel Coelho (UB) ao Senado terá legenda, sim. Alegam que, caso o presidente da federação se recuse a assinar os documentos para homologação no TRE, Miguel Coelho não fica de fora.
A legislação prevê o pedido de registro individual e a documentação completa será fornecida pela direção nacional.
O discurso do grupo de Da Fonte de que anteciparia a convenção da federação, marcada para dia 5, também esbarraria nas regras. O edital deveria ser publicado cinco dias antes corridos antes do evento.
A governadora Raquel Lyra tem se mantido firme e irredutível contra o cerco. Ontem à noite, no lançamento da candidatura do ex-prefeito de Olinda Lupércio Nascimento (PSD) a deputado estadual, disparou:
“Miguel, você sabe que eu conto com você e você sabe que conta comigo”. Sinalizou que o imbróglio dentro da federação pode até perdurar, mas a decisão dela está tomada.
Nova ameaça
Integrantes do PP têm agora um novo trunfo. Ameaçam aliar-se ao Partido Liberal, lançar candidaturas ao governo e ao Senado. Ainda questionam quem perderia mais com esse novo rumo das duas legendas, até então aliadas de Raquel Lyra. O presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, disse desconhecer tal articulação.
Valor reduzido
Pessoas próximas à governadora Raquel Lyra já minimizam a importância do tempo de rádio e TV. Comentam que ele é muito mais importante nas eleições municipais que nas estaduais. Lembram que postulantes ao Palácio das Princesas alternam os dias de guia e inserções com candidatos a presidente da República.
Trabalho dobrado
Ao receberem o Título de Cidadão de Olinda, o senador Humberto Costa (PT) e o pré-candidato ao governo João Campos (PSB) prometeram mais dignidade aos olindenses. “Nosso compromisso vai ser feito tapioca da Sé, vai ser dobrado", garantiu João Campos.
Levou falta
A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) não apareceu na Câmara de Vereadores de Olinda para receber a Medalha Aloísio Magalhães. Alegou não ter conseguido sair de Brasília, onde participou de uma série de reuniões e articulações nacionais.



