Rachado, PT cede vaga ao PSOL e Freixo será líder da Minoria

Marcelo Freixo será líder da Minoria e Alessandro Molon, da Oposição - Wilson Dias/Agência Brasil e Antônio Cruz/Agência Brasil

Nas oposições, o imbróglio se arrastava desde fevereiro, considerando que, ali, o líder do PSB, Danilo Cabral, fizera indicação do nome de Alessandro Molon para liderança da Oposição e isso esbarrou em reações de aliados, a exemplo do deputado federal Orlando Silva, do PCdoB, que questionou a forma como o encaminhamento havia se dado. De lá para cá, essa celeuma acabou pacificada, mas, nos últimos dias, novo impasse surgiu em torno da liderança da Minoria e isso arriscou desarrumar também o acordo referente a Molon. O embaraço todo teve fim ontem, quando o PT, rachado, aceitou ceder a vaga de líder, este ano, para Marcelo Freixo, do PSOL. Os petistas vinham trabalhando com dois nomes, Alencar Braga ou José Guimarães, mas não conseguiram chegar a um denominador comum, tomados por uma falta de entendimento que tem raízes ainda na eleição da Mesa. Como a coluna cantara pedra, houve conversa extensa na liderança do PT, na Câmara Federal, na última quarta, na presença da presidente nacional da sigla, Gleisi Hoffmann, visando à produção de acordo, mas sem que tenha se chegado a um consenso. Ontem, uma reunião, às 13h30, juntou os seis partidos da Oposição. Foram à mesa: PDT, PCdoB, PT, PSOL, Rede e PSB. A corda, no entanto, seguiu esticada ao longo da tarde. O acordo acabou selado no final do dia e o PT ficou de assumir a Minoria em 2022. Assim, a situação de Molon como líder da Oposição terminou consolidada.

Vacina não, vacina sim
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, definiu o negacionismo como "uma brincadeira de mau gosto, macabra e medieval". Em carta, prefeitos cobraram que Bolsonaro assuma "de uma vez por todas o papel constitucional de coordenação nacional". No STF, Marco Aurélio Mello rejeitou pedido do presidente para derrubar decretos dos governadores. Pressionado, em pronunciamento, ontem,  Bolsonaro, que, em 2020, afirmou que não compraria vacina da China, desautorizando o, então, ministro Pazuello, avisou, agora, que vai "fazer de 2021 o ano da vacinação dos brasileiros". A conferir. 

Cartão Vermelho > O julgamento do STF, ontem, declarando que Sergio Moro agiu com parcialidade ao condenar Lula abre brecha para que outros condenados na Lava Jato questionem na Justiça a conduta do ex-juiz e outras sentenças. Na classe política, se faz uma avaliação de que Moro sai menor e de que “Bolsonaro já comeu o cartão dele uma vez e vai comer de novo".

Memórias póstumas > O eleitorado de Moro e de Bolsonaro tem uma intersecção. O deputado Tadeu Alencar vaticina que esses eleitores "não vão deixar de votar em alguém com perspectiva de poder para votar em Moro como homenagem póstuma". 

Destinatário > "Para mim, pouco importa se essa decisão favoece Lula ou não", realça Tadeu à coluna. E enfatiza: “Mas você tem que ter regras claras e observância da lei. É sempre bom quando ela é aplicada e foi o que o Supremo fez: cumpriu a lei". 

Venda direta > O deputado Silvio Costa Filho será o relator da proposta que trata da venda direta do etanol das usinas aos postos de combustíveis. O parlamentar vai construir um relatório nos próximos 20 dias, ouvindo o segmento, deputados e o governo. 

Quarentena > Presidente da Amupe, José Patriota define a quarentena, que tem início, hoje, no Sertão do Pajeú como "algo diferente para tentar reduzir o índice de transmissão da Covid-19". O dirigente realça que "o índice de transmissibilidade na região é quase o dobro em relação à média do Estado".

 

 

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