Saída de aliados é efeito-colateral da estratégia de nacionalizar campanha

Após disputar eleições apostando em arcos amplos de partidos, a Frente Popular vê um movimento de dissidência de aliados para a chapa da pré-candidata ao Governo Marília Arraes (SD). Na próxima segunda, o deputado federal André de Paula (PSD) oficializa sua aliança com a legisladora para ser o seu senador, enquanto PP e Avante podem ser as próximas siglas a anunciarem apoio à ex-petista. A saída, contudo, faz parte de um cálculo político feito pelo PSB, que atravessa os contextos local e nacional. Esse desenho foi traçado desde a indicação do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) como vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até a cada vez mais provável presença da deputada estadual Teresa Leitão (PT) no Senado da chapa do pré-candidato ao Governo Danilo Cabral (PSB). A leitura da campanha socialista é que não há espaço para terceira via nessa eleição. O tom da corrida às urnas será direita contra a esquerda. E o PSB quer que seu projeto tenha uma cara 100% de esquerda, o que será refletido na chapa majoritária. Tanto que os nomes cotados para a vice são do PCdoB e PDT. Em uma disputa polarizada, a popularidade de Lula no Nordeste é o ponto de desequilíbrio nas disputas nos estados da Região. Ter lideranças ligadas ao palanque do presidente Jair Bolsonaro na coligação da adversária do Solidariedade, que tenta associar sua imagem a Lula, é visto, inclusive, como um ponto a ser explorado. “Em que pautas André votou na Câmara? As do Governo Bolsonaro. Qual partido tem uma frente bolsonarista? O PP. Já nós vamos apostar na esquerda”, diz uma fonte socialista, em reserva.

Lula e Danilo do Litoral ao Sertão
O PT trabalha para fechar uma agenda extensa com o ex-presidente Lula (PT) em Pernambuco. A ideia é que ele faça três atos no Estado. Um evento seria realizado em Serra Talhada, no Sertão. Outro seria a participação no Congresso da Fetape, em Garanhuns no Agreste, com direito a passagem pelo sítio onde o líder petista nasceu. E o último seria um grande ato na Zona ou Região Metropolitana. O pré-candidato ao Governo do Estado, Danilo Cabral (PSB), e o governador Paulo Câmara (PSB) acompanham todas as agendas, caso elas sejam confirmadas.

Sem palanque duplo > O objetivo das agendas é deixar claro que o candidato oficial de Lula é Danilo Cabral. "Ainda não há clareza do apoio de Lula a Danilo. Há uma tentativa de passar a ideia de que Lula não tem candidato definido, mas ele tem, sim. Não vai ter dois palanques. Ninguém vai impedir de usar a imagem de Lula e vão tentar enganar a população com isso. Mas Lula já disse que vai trabalhar para Danilo e vamos deixar claro isso", disse o presidente do PT-PE, Doriel Barros.

Programa > O pré-candidato ao Governo do Estado Miguel Coelho (União Brasil) anuncia até o fim do mês as diretrizes do seu plano de governo. Atualmente, o ex-prefeito de Petrolina conversa com a sociedade civil e recebe proposta por meio de uma plataforma on-line. Já foram mais de 1500 iniciativas recebidas até agora.

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