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Sileno garante que Frente Popular vai ajudar aliados, após fim de coligações

Arthur Motta

Com a necessidade de construção de uma frente ampla para garantir tempo de televisão e uma estrutura robusta para disputar a eleição, governistas viram o fim das coligações tornar mais desafiadora a formação da Frente Popular nas próximas eleições para o Governo do Estado. A leitura nos bastidores é de que são poucos candidatos para muitos partidos, que não possuem votos o suficiente para atingir o quociente eleitoral de cerca de 150 mil votos para deputado federal e 90 para estadual. Dessa forma, há uma expectativa nos bastidores de que o governador Paulo Câmara (PSB) lidere essa articulação de buscar as siglas aliadas para abrir o debate sobre a montagem de chapas. O presidente do PSB, Sileno Guedes, garante que haverá um movimento da frente, capitaneada pelo governador Paulo Câmara (PSB), no sentido de avaliar saídas para ajudar as siglas aliadas. “O PSB, a partir da orientação do governador Paulo Câmara, vai buscar o diálogo para entender onde podemos ajudar”, afirmou o dirigente. "A expectativa é de que Paulo sente para conversar. Temos mais de 10 deputados presidente de partido com chapa própria e você não tem esse número de candidatos a deputado. Estamos conhecendo esse cenário agora e temos seis meses para conversar e arrumar uma solução", afirmou o presidente estadual do Solidariedade, Augusto Coutinho. Na oposição, há uma expectativa de que as dificuldades locais aliadas à conjuntura nacional acabem ajudando a levar partidos da base do Governo para o campo antagonista. É o caso do MDB, em que o grupo dos Coelhos alimenta uma expectativa de trazer a legenda para o bloco oposicionista por conta da dificuldade de construção da chapa. Contudo, governistas apontam que os atritos não serão exclusivos do governo. “Eles precisam lembrar que pau que dá em Chico também dá em Francisco”, resume um governista.

Boa relação institucional
Distante do Palácio das Princesas desde que não teve o apoio do PSB na sua reeleição, o prefeito de Olinda, Lupércio Nascimento, esteve reunido com o governador Paulo Câmara, ontem. Na pauta, a discussão sobre a requalificação da Avenida Perimetral, entre outras demandas. O olindense também mantém uma boa relação com o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (DEM), e já se reuniu com o democrata e o grupo dos Coelhos várias vezes. 

caiu > Nos bastidores, a avaliação é de que as articulações recentes de Lupércio afastam a tese de candidatura própria do prefeito de Olinda ao Governo do Estado. Para os governistas, a leitura é de que o gestor “nunca foi oposição”.

de olho > Na oposição, a chapa do Podemos para a Assembleia  Legislativa poderá reunir os deputados Romero Salles Filho (PTB) e Wanderson Florêncio (PSC). A deputada estadual Clarissa Tércio (PSC) é vista como uma possível puxadora de votos, caso ela ingresse na sigla e dispute a reeleição. 

dificuldades > Com a presença da deputada estadual Alessandra Vieira (PSDB) e do ex-prefeito Edson Vieira (PSDB) no ato de filiação do prefeito Miguel Coelho (DEM), rumores sobre a possibilidade do PSDB não conseguir a formar, mais uma vez, uma chapa competitiva voltaram à tona. Em 2020, a sigla não lançou nenhum nome para vereador do Recife. 

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