Túlio Gadêlha não descarta concorrer ao Governo do Estado em 2022

Túlio Gadêlha estuda seu "rumo partidário" - PDT na Câmara

Antes de tomar um café, ontem, com o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, em São Paulo, o deputado federal Túlio Gadêlha teve uma conversa, na última quarta-feira, na Câmara Federal, com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. Na noite de ontem, ele esteve, também na capital paulista, com o presidente nacional do PV, José Luiz Penna. E, hoje, vai à mesa com a porta-voz nacional da Rede, Heloísa Helena. Os diálogos fazem parte de um processo de construção de saída do PDT, que parece ir se desenhando. Há alguns motivos que se somam para isso e um deles é que, de 2020 para cá, Túlio não reconstruiu a relação com o presidenciável Ciro Gomes. Com o presidente estadual do PDT, Wolney Queiroz, também não há diálogo em curso. Com 2022 batendo à porta, o PT, o PSOL, o PV e a Rede sondam a chance de filiarem Túlio. Indagado pela coluna se uma candidatura majoritária estaria descartada, ele devolve: "Essa é uma discussão que o pessoal precisa fazer. Não descarto nenhuma candidatura. Eu sou um cara de partido, sou um soldado de um projeto". No caso do PSOL, cuja conversa se deu ontem, não só com Juliano, mas ainda com a vereadora do Recife, Dani Portela, e com Guilherme Boulos, Túlio disse que não se tratou, na ocasião, de qual projeto estaria no radar.

"Eles chamaram para contruir um projeto para Pernambuco e para o Brasil. Eles não falaram qual seria. Eles chamaram para ajudar a construir um projeto para o Estado, disseram que nosso mandato tem sido muito bem avaliado por outros dirigentes partidários, que a gente tem um perfil muito parecido com o deles, que eles estão querendo falar para fora da bolha. Eles veem que nosso mandato agrega", observa Túlio à coluna. Questionado se haveria condição para se reeleger deputado federal pelo PDT, ainda que as coligações sigam vedadas, Túlio acena positivamente: "O PDT tem dois deputados federais". Túlio se refere a ele e a Wolney. Os dois não chegaram a conversar sobre formação de chapa. E túlio não esconde o mal-estar latente: "Cabe ao presidente do partido, enquanto líder, chamar a executiva estadual para discutir estratégias". Se não há aproximação com Wolney, com Ciro, Túlio não fala "desde a pré-campanha de 2020". Parece improvável a permanência no PDT. Mas Túlio ainda analisa o caminho a seguir: "Ainda não decidi meu rumo partidário". Após o PDT apoiar João Campos, em 2020, no Recife, Túlio viu sua pré-candidatura à Prefeitura da Capital ser minada na legenda. Para 2022, não desconsidera resgatar um projeto majoritário.


Mudança de temperatura
No PDT, a relação mais afinada de Túlio Gadêlha era com Ciro Gomes, a quem, agora, o deputado já não poupa críticas. "O campo progressista não fica satisfeito com o ataque de Ciro Gomes a Lula. Há um governo genocida, como classificado pelo próprio Ciro. Para que gastar energia atacando Lula? ". 

Malas... >  O irmão do deputado estadual Wanderson Florêncio, Weberson, já preside o Podemos no Recife, a esposa de Wanderson, Sávia, preside o Podemos Mulher. Agora, ele também seguirá o caminho do Podemos se filiando à sigla. 

...prontas > Wanderson deixa o PSC e já está debruçado sobre a montagem da chapa proporcional do Podemos, que trabalha para fazer de cinco a seis deputados estaduais e dois ou três 

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