Vaga para governador em comitê tende a ser formalizada, diz FBC

Pedro Ladeira/Folhapress

A primeira reunião do comitê anti-Covid-19, anunciado na semana passada, pelo presidente Jair Bolsonaro, ocorreria, originalmente, na última segunda-feira, como anunciara o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. O democrata avisou, na última sexta, após ir à mesa com governadores, que estaria com Bolsonaro em um encontro de estreia do colegiado. A referida reunião, no entanto, acabou só ocorrendo ontem. Pacheco levou a tiracolo as demandas dos governadores. Entre as mais sensíveis, está a cobrança de uma representação deles no comitê. À coluna, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, informa haver uma "coordenação" exatamente no sentido de construir essa participação efetiva dos gestores sem que eles precisem ter que recorrer a Rodrigo Pacheco como interlocutor. Indagado sobre a chance de haver, de fato, um assento para governadores no comitê, Fernando devolve: "Com certeza!". O senador acrescentou o seguinte: "A gente está fazendo essa coordenação e, com certeza, as reuniões serão realizadas e Pacheco ficou de levar as sugestões dos governadores ao presidente Bolsonaro. Certamente, essa coisas vão ter desdobramentos".

O aceno feito por FBC reforça a bolsa de apostas que já vinha se dando nos bastidores nesse sentido. Como a coluna antecipara no último sábado, aliados do presidente já vinham sinalizando para essa construção, em curso nos bastidores, e para um movimento que vem sendo executado por pessoas próximas ao chefe do Planalto, que visa a convencê-lo da importância de ceder um espaço para os gestores estaduais. Alguns nomes passaram a ser considerados, nas coxias, para a missão. Um deles é o do governador Ronaldo Caiado (GO), que é médico e teria essa condição a seu favor. A outra alternativa ventilada seria Romeu Zema (MG). Ambos são nomes mais alinhados a Bolsonaro e que estiveram entre os sete convidados para participarem da reunião que precedeu o anúncio do comitê na semana passada. Indagado sobre esses nomes, Fernando Bezerra Coelho preferiu não cravar nada, mas repisou que as costuras "devem evoluir" na direção da "formalização" de um assento para os governadores.

Retomada Gradual
Como a coluna antecipou, em decreto publicado ontem, o Governo do Estado flexibilizou o horário de funcionamento de atividades para cidades de fora da RMR, que passa a valer a partir de hoje, quando entra em curso a reabertura gradual após a quarentena de 14 dias, determinada pelo Governo do Estado com objetivo de conter a velocidade de transmissão da Covid-19.

Escuta > Coube à secretária executiva de Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Vilaça, anunciar, durante a coletiva, que a flexibilização se deu "a partir do processo de escuta com prefeituras do interior". A medida é resultado de reivindicação da Amupe.

Dinâmica > Presidente da entidade, José Patriota explica que o "primeiro decreto foi feito muito sob a ótica da RMR". E argumenta que "a dinâmica do interior é diferente". "No decreto original, está lá, das 9h às 17h. Para nós, do interior, nossa atividade começa às 5h, às 6h, às 7h. Também não precisamos ir até as 17h", pontua.

Parafraseando > Citando O Rappa, o deputado Danilo Cabral criticou a inércia do Ministério da Educação. “Qual a paz que queremos encontrar para ser feliz? A pacificação que o ministro implantou não pode se confundir com passividade. Falta liderança na coordenação das ações de combate aos efeitos da Covid-19 na área, nos debates do Plano Nacional de Educação, do Fundeb e do orçamento”.

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