A Estrela de Belém

Há 25 anos estudo Astrologia e este é o momento celeste mais bonito que já presenciei. Considero-o um presente de Natal.

Em um ano tão difícil, com tantas ausências sentidas, o Céu nos aponta a mesma estrela que guiou os Reis Magos por 100 km, em pleno  deserto para reverenciarem o nascimento do menino Jesus.

Pesquisadores afirmam ter sido esta mesma a configuração presente em Março de 571, por ocasião do nascimento de Maomé.

A Astrologia se propõe a trazer as mensagens do infinito para nós, os finitos. A forma de interpretar os diversos níveis de realidade é via símbolo. O antônimo de sim-bolos é dia-bolos, ou seja: a  separação dos diversos níveis da realidade ou a negação do símbolo.

A divisão, a separação, a não  integração, são características do fundamentalismo. Os fundamentalistas julgam haver uma única verdade e negam qualquer outra versão.

A Astrologia busca, na verdade, integração dos diferentes, pois ajuda cada um a se descobrir como único e a partir daí a valorizar e respeitar o diferente, fazendo disso uma fonte de aprendizado.

A estrela de Belém, na verdade, é o encontro dos dois maiores planetas do sistema Solar: Júpiter e Saturno. Apesar deles se encontrarem a cada 20 anos, esta atual aproximação, permite a nós humanos, a rara visualização de uma só estrela.

A última vez que estiveram tão próximas, visto aqui da Terra, foi em 1226 e a próxima será em 2080. Somos privilegiados em presenciar este sinal tão bonito.

Júpiter e Saturno representam energias antagônicas. Na Mitologia um destronou o outro. No entanto, a integração de duas luzes formando uma só luz, simboliza uma promessa de integração de luzes!

Além desse espetáculo celeste, o encontro de Saturno e Júpiter, dessa vez, se dá no  0°grau de Aquário (Signo do elemento Ar). Isso significa uma mudança de elemento no encontro desses dois gigantes. Uma mudança de paradigma, de um panorama materialista, iniciando desde a revolução industrial-1842, para algo mais humanitário.

A cada 200 anos os dois se encontram no mesmo elemento, indicando que a humanidade precisa desenvolver determinada área. Neste caso, nos últimos 200 anos, houve o desenvolvimento do lado material, mesmo com o desrespeito à natureza, como se os recursos naturais fossem inesgotáveis. A partir de agora, e nos próximos 200 anos, eles se encontrarão em Signos de Ar.

Evidentemente isso não se dá de uma forma repentina, pois teremos 200 anos para desenvolvermos uma sociedade mais pautada no conhecimento do que na matéria. Júpiter e Saturno (planetas sociais) representam valores sociais, econômicos, políticos e culturais de um determinado período.

Mais um sinal da transição da Era de Peixes para a Era de Aquário, quando se espera um mundo mais igualitário. Fatos vão se somando, desde os anos 60 do século passado com a chegada do homem à Lua e a foto da Terra como prova de que estamos todos na mesma aldeia (constatação no mesmo espaço)... a Internet que permitiu a interação de todos em  tempo integral (percepção temporal)... todos esses sinais vão corroborando para a transição da Era de Aquário, cada vez mais próxima.

Em 2020 estávamos com uma concentração planetária no signo de Capricórnio que representa entre outras coisas a autoridade institucionalizada. A partir de agora a tônica será mais aquariana, se espera uma sociedade mais igualitária, humanitária. Vamos juntos nos abrir para o novo.

O Natal, como símbolo do nascimento do filho de Deus como homem, precisa nos acordar para esse nascimento dentro de nós, a partir de nós. Vamos reconhecer a luz do outro (Namastê). Somar a luz do outro com a nossa e sermos uma só Luz como se apresenta neste momento no Céu.

21/12/2020 foi o dia da maior aproximação de Júpiter e Saturno. Até o dia 26/12 vamos apreciar nos 40 minutos após o por do Sol uma estrela brilhante, nesta direção, a Oeste, e fazermos nossas reflexões. O importante é não perdermos essa mensagem de esperança do Céu.

Eliane Caldas - Astróloga – Contatos: (81) 99952-5055 – E-mail: [email protected]

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