A última palavra: o que se ganha? O que se perde?

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Hoje acordei com a lembrança de uma situação ocorrida em 2000. O meu carro estava com um problema que se mantinha, mesmo após levar a concessionária. Entrei em contato com a fábrica no atendimento ao consumidor. Comecei a explicar o problema, o senhor do outro lado informou que era da área mecânica e que não fazia sentido a minha colocação. Perguntou se eu era mecânica, falei que não, mas não achava aquele barulho que ouvia normal e com todas as garantias, estava questionando por temer acontecer algo comigo sozinha no trânsito. Aí para minha surpresa, ele falou que querer ter a última palavra era um direito como consumidora, mas não era sabedoria. Calei, agradeci, não avaliei o profissional e desliguei.

Pedi ao Amigo Fernando Albuquerque (considero como primo de coração) para ver o carro, eu descrevi tudo que fazia na concessionária, ele falou que estava fazendo certo e levou o carro para um mecânico ver. Não deu seis meses, a concessionária perdeu o credenciamento, pois outros clientes denunciaram pagar serviços que não eram feitos. Quando soube, não fiquei surpresa, mesmo não sendo mecânica, percebia erro, mas ficar discutindo com alguém da área mecânica, e, eu sem experiência, era realmente falta de sabedoria.

Como sou por natureza tagarela e ao mesmo tempo silenciosa como um túmulo. Fiz uma vez o exercício do silêncio total de um dia. Todos da minha casa ficaram preocupados, pois assim como as palavras mal colocadas, o silêncio também assusta; contudo, também não significa sabedoria.

Com a idade, a experiência mostra que palavras abrem e fecham portas, constroem relacionamentos, destroem, geram oportunidades e as eliminam; tanto quanto, a impulsividade deve ter a dosagem certa como tudo ao redor, para gerar harmonia. Na verdade, a vida é uma verdadeira partitura, cada nota no seu lugar e na sua medida. Se o ambiente (ou o instrumento) estiver desafinado, a melodia não terá um bom som seja qual for o ritmo.

Teve um tempo que só ter conhecimento técnico era prioridade; depois chegaram estudos enfatizando a importância da qualidade emocional da situação; agora; percebe-se outro fator que dá tanta vida na junção do conhecimento técnico com a qualidade emocional é a percepção, como o sexto sentido: a intuição.

A intuição assusta por muitas vezes não crermos (falta de autoconfiança), mas ela pode nos proteger se observamos os detalhes que ela traz e teremos respostas mais rápida que o normal, principalmente quando reduzirmos a nossa ansiedade (sempre sugiro fazer respirações profundas como exercício) para agir com sabedoria, principalmente ao sincronizar palavras e ações.

Palavras mal colocadas é como passarmos em uma estrada, vermos uma caveira, termos o dom de falar com os mortos e perguntar: - Caveira, quem te matou? A resposta ser: - A minha língua.

Nos dias atuais, as palavras podem ser rapidamente expostas em redes sociais, mas não deixam de ter seu impacto positivo ou negativo, porém, a rapidez energética do planeta Terra em que as máscaras caem; sujeiras de debaixo do tapete são expostas e falcatruas descobertas expondo pessoas a questionar valores do íntegros; assim, só o tempo mostrará a certeza de algo, não a história como querem contar, mas a verdade... pois sempre ela virá à tona. Afinal, mortos vem ao mundo dos vivos constantemente (por mais que queiram ocultar) e a consciência em um travesseiro pode precisar de remédios demais para diminuir o peso ou será as úlceras estomacais que surgem primeiro?

Tempo: você pode parecer feio e assustador, mas ninguém consegue fugir dos efeitos e consequências das palavras faladas ou escritas, tanto quanto das suas consequências.

Afinal, como expôs o Fílosofo chinês, Confúcio (551 a.C - 479 a.C): “Quem não conhece o valor das palavras não saberá conhecer os homens.”

Sim, palavra tem poder...seja falada ou escrita, a sabedoria é como usá-la...já que as consequências nem sempre são percebidas em curto prazo.

Milhões de beijos iluminados,
 

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