Honre os seus antepassados: agradeça

Maria Martins da Conceição - Vó Mariquinha

Muitos assistem a alguns filmes infantis, divertem-se, mas não entendem ou não buscam compreender a profundidade que a história aborda, darei no momento dois exemplos de filme de animação: Mulan (1998, Walt Disney) e Coco (ou Viva: a vida é uma festa – 2017, Walt Disney e Pixar), respectivamente inspirados em história chinesa e mexicana.

Esses exemplos têm no seu contexto uma sintonia de personagens que buscam construir o seu momento atual, mas encontram obstáculos e o passado (ou antepassado?) delas se entrelaça e conhecê-lo traz o desfecho exitoso da realização dos seus objetivos finais.

Assim como, podemos ler na Bíblia, o versículo em Êxodo 20:12: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá”. Ou seja, honrar o nosso passado (antepassados) para construir o nosso presente e o nosso futuro.

Porém, a profundidade desses exemplos é por não estarmos falando apenas do nosso pai e mãe diretos, e sim, muito além: os nossos antepassados.

Infelizmente a maioria das pessoas, principalmente a cultura ocidental, gosta do resumo, do reducionismo para ser mais prático e, muitas vezes, não entende que o conhecimento do fato está na profundidade da história.

E alguém pode dizer: “— Mas eu fui adotada.” Ninguém entra (nem nasce) em uma família por acaso, e se existe um fato, muitas vezes, tende ser apenas uma repetição de outra geração.

Seja qual for: adoção, abandono de filhos, abandono de maridos e esposas, separações de todos os membros da família, alcoólatras, pedófilos, ladrões, perdulários, assassinos, masoquistas, sádicos, assassinados, estrupados, fofoqueiros, traidores, falências repetitivas (ganhos e perdas constante), subservientes, com uma lista de vários exemplos de defeitos e virtudes. Não existe família perfeita.

A situação muda no momento que uma situação incomoda e você busca uma solução, seja por se fazer de vítima ou de algoz – sempre há os dois lados da moeda em algum momento da nossa origem familiar, pois dos nossos pais até os decavós que resultam em apenas 11 gerações são 4.094 ancestrais.

Muitos buscam orientação, aí vem à sugestão de procurar um profissional, e esse, ao não ter a resposta, possuir humildade suficiente para ajudar a pessoa encontrar um especialista para auxiliar.

A minha avó, Mariquinha, que morava no interior da Bahia, quando tinha uma dúvida, procurava o padre da igreja da cidade que morava. Hoje em dia, além dos orientadores religiosos, por exemplo, existe: psiquiatras, psicólogos, terapeutas holísticos como consteladores, leitor de vidas passadas, etc. Sendo fundamental procurar referência sobre essa pessoa na qual você está se expondo. Compreendendo, muitas vezes, que o desespero é tão grande e a busca de referência torna-se esquecida, apenas para ter solução do problema (ou da dor) vivido de imediato.

Evitar julgar e colocar na fogueira a história dos seus familiares diretos (que são seus pais), assim como dos seus antepassados, tanto quanto, IMPEDIR de enquadrar-se em papel de vítima ou algoz é o primeiro passo de solucionar qualquer contexto.

Não estou aqui negando a necessidade de um profissional, apenas enfatizo a importância de buscar referência, seja sobre o orientador religioso, até outro profissional, pois tenha certeza, assim como você e seus antepassados, eles também são seres humanos, possuem falhas e problemas com menor ou maior dimensão que o seu. Por que é muito fácil resolver algo quando o problema não é seu. E já está provado pela ciência que o emocional é o maior desencadeador de doença: seja física ou mental. Assim, ao ter informações do profissional, você se expõe o mínimo possível, caso queira discrição.

Sugestão de leitura:
Constelação Familiar Sistêmica - o despertar da consciência interior ampliando para o coletivo - https://www.folhape.com.br/colunistas/holistica/constelacao-familiar-sistemica-o-despertar-da-consciencia-interior-ampliando-para-o-coletivo/16946/

Uma das coisas que fiz nesse momento de pandemia foi fazer a árvore genealógica dos meus antepassados: conhecer seus nomes, os períodos vividos e a tentativa de saber suas histórias. Começa escrevendo o nome dos seus pais em um caderno, depois os pais dos seus pais e assim por diante, pode ajudar mais que você imagina.

Aprendi, com uma profissional, para praticar todos os dias (faço isso no meu terraço e perto das plantas) – a dar bom dia aos meus antepassados, depois ao meu pai e a minha mãe (sejam eles vivos ou desencarnados): “Que o Grande Arquiteto do Universo e a Grande Mãe Gaia abençoem os meus antepassados, o meu pai e a minha mãe. Assim como os meus antepassados, o meu pai e a minha mãe me abençoem.”

Ao tentarmos conhecer a história deles, podemos compreender o porquê tantos fatos se repetem em várias gerações que também pode nos afetar a nós e aos nossos entes queridos no presente, mesmo que não tenha lógica naquele momento, mas a resposta virá depois. Como também, ao vir à tona o esmiuçar dessas histórias, surge à cura e não será só sua, mas também dos antepassados envolvidos. Assim, após parar de se colocar como algoz ou como vítima; o segundo passo é agradecer por eles terem existido para você chegar até aqui.

E sempre digo: não existe coincidência ou o acaso; nem riso ou lágrima: existe aprendizagem para o seu crescimento pessoal.

Milhões de beijos iluminados,

Sugestões de profissionais:

Aline Barboza – Arquiteta, Radiestesista e Consteladora – Contatos: (81) 98146-1978 – E-mail: [email protected]

Fláwia Pinhou – Psicóloga, Consteladora, Sexóloga e Coach. Contatos: (81) 99925-0224 - E- mail: [email protected].

Mallika Fittipaldi - Mestre em Reiki, Terapeuta de Regressão: (81) 9 E-mail: [email protected]

Vera Eunice – Consteladora – Contato: +55 (81) 99419-4868.

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