''Inspiração Saúde'': Beto Ferreira da Costa descreve as medidas de segurança para a retomada dos serviços de saúde

Beto Ferreira da Costa: Vice-prrovedor do Real Hospital Português - divulgação/Real Hospital Português

No início da pandemia da Covid-19, muitos pacientes tiveram receio em procurar atendimento de saúde, seja para realizar procedimentos de urgência ou para dar sequência aos tratamentos. Com o passar dos meses e a divulgação de informações sobre a infecção provocada pelo novo Coronavírus, os pacientes foram percebendo os esforços das unidades de saúde para garantir a segurança na realização dos procedimentos. 

No Real Hospital Português, esse cuidado deu-se desde o início, com a adoção de protocolos que garantiram qualidade e segurança. Pacientes com sintomas de gripe tiveram uma estrutura equipada para atendimentos emergenciais, com espaço físico e equipes separadas das demais emergências – a geral e a cardiológica – além de leitos isolados. 

Com a retomada dos procedimentos eletivos autorizada pelo Governo de Pernambuco, era necessário ampliar esse cuidado. Para isso, clínicas, laboratórios, serviços de imagem, hospitais, dentre outros precisaram se adequar aos protocolos orientados pela Secretaria Estadual de Saúde. Distanciamento social, sinalização, dispensadores de álcool gel, uso constante de máscaras, higienização reforçada e outras medidas foram necessárias.

A dimensão e a forma como o Real Hospital Português se expandiu, com modernos edifícios independentes, traz uma condição que permitiu criar fluxos seguros e áreas distintas para pacientes e equipes com ou sem sintomas de gripe. Com isso, foram instituídos o Fluxo Azul e o Fluxo Amarelo, que garantem ambientes, locais de circulação e equipes separadas e identificadas para cada atendimento. “Dessa forma, temos certeza que mais uma vez seremos referência num momento tão importante, garantindo um tratamento de saúde eficiente e seguro aos nossos pacientes”, assegura o Vice-Provedor Alberto Ferreira da Costa Junior.

Ele considera, ainda, que os principais fatores para ultrapassar o período mais crítico foram planejamento e treinamento. “Iniciamos esse processo no final do ano passado, como parte dos protocolos de qualidade da Instituição. No início de março, quando o número de internamentos por Covid-19 crescia a cada dia, foi criada uma equipe responsável por planejar a retomada dos procedimentos eletivos, que estão ocorrendo agora. Atualmente, estamos colocando em prática tudo que planejamos, para garantir uma retomada segura aos nossos pacientes”, relata. 

Na área de treinamento, o Vice-Provedor destaca a importância de garantir medidas para proteger os profissionais de saúde e os pacientes. “É preciso que a equipe assistencial esteja segura sobre o uso dos Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs), que o operacional saiba manejar a higienização de cada ambiente, que o administrativo possa orientar corretamente o paciente nesse retorno. Triagem de sintomas por telefone antes da realização das consultas e procedimentos cirúrgicos, por exemplo, é algo fundamental para garantir um atendimento adequado”, reforça.