Ter, 17 de Março

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Nem 8, nem 80

Quando a incerteza é bem possível

O mundo sob o controle de lideranças absolutistas e inconfiáveis

Alfredo BertiniAlfredo Bertini - Anderson Stevens/Arquivo Folha

Juro que comecei a entender um outro conceito relativo aos "radicais livres". Saí do campo físico e biológico e inertretei o tema como elemento geopolítico de forte impacto econômico. Mas, as diferenças não estão apenas nesses vieses que posso admiti-los como científicos. Há diferenças e similaridades.

De diferente mesmo, posso ressaltar o tempo ou a finitude. Enquanto nas ciências física e/ou biológica, são elementos reativos que sobrevivem por pouco tempo no organismo. No meu conceito paralelo, deparo-me com agentes de brutal resistência e intolerância, pois como são donos do poder e da verdade, buscam no ser absoluto a perpetuidade.

Por outro lado, parece-me claro que a maior similaridade entre os distintos conceitos está na capacidade que, tanto um quanto outro, possui, na condição de agir de modo destrutivo. Em comum, combater os "radicais livres" é sempre um bom remédio para a saúde física e o bem-estar geral.

Não há novidade histórica nos exemplos de buscas de lideranças mundiais, conquistas por meio das mais variadas armas, entre ideias dominadoras e iniciativas bélicas. O danado que está evidenciado no mundo de hoje, não é só a repartição de um mundo em três partes. A essência da conjuntura atual está, justamente, nas contradições de suas lideranças. Por isso, não existe a condição de ser algum deles um pensador estratégico. E o paradoxo curioso é que, aparentemente, não há registros significativos e nem mesmo disposição para hostilidades entre eles.

A "mão de ferro" desses três intencionados, pelo real exercício do papel de donos do mundo, pautados por posturas extremas nos tratos político e econômico, só trazem incertezas na ordenação sistêmica do mundo atual, que agora, fragilmente, ainda se mantém alicerçado pelos parâmetros derivados do final das Grandes Guerras.

Ninguém se arrisca, com certo nível de confiança, a predizer o que será o amanhã. Como diriam João Bosco e Aldir Blanc: "a esperança dança, na corda banda de sombrinha".

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