O Mercado de Energia Elétrica no Brasil

Conheça mais sobre o consumo de energia elétrica no Brasil por regiões e estados

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A pandemia trouxe dificuldades e obstáculos à economia mundial. No caso brasileiro, além das dificuldades globais, tivemos uma desvalorização acentuada do real frente ao dólar.

Esta conjunção de fatores superiores, dentre outros pontos, levaram a economia brasileira à 12° colocação no ranking das nações em 2020.  No passado recente já fomos a 7° economia no mundo.

Tomando como base o ano de 2020 o consumo de energia elétrica no Brasil alcançou 475.647, 61 GWh.

Por região, tivemos a seguinte configuração, do menor consumo para o maior em 2020:

De pronto, observamos que o grau de desenvolvimento econômico e população são fatores definidores na questão do consumo de energia elétrica.

Analisando o consumo nacional por setores da economia encontramos uma supremacia do setor industrial seguido pelo residencial, conforme detalhado no quadro abaixo, do menor consumo para o maior consumo em 2020:

A energia elétrica tem como algumas de suas características: ser um bem de consumo essencial, exigir um alto investimento para implantação e/ou ampliação da produção e depender de fatores climáticos. Assim, sua oscilação no consumo/produção, é sempre gerenciado como fator de risco de segurança nacional. 

Desta forma, a tendência é apresentar, proporcionalmente, pequenas oscilações como observamos no quadro abaixo: 

A oscilação percentual anual, conforme detalha a tabela abaixo, expressa, geralmente, a aderência do consumo de energia elétrica ao desempenho da economia como um todo:

Por unidade da federação, encontramos o seguinte cenário de consumo de energia elétrica, a partir do maior consumo para o menor consumo:

O perfil do Brasil quanto a repartição da oferta interna de energia, ano base 2020, apresentou um percentual de fontes renováveis de 48,4% e não renováveis em 51,6%.

No segmento de energias renováveis temos: Biomassa de Cana que representou 19,1%, seguida pela Hidráulica que se situou em 12,6%, Lenha e Carvão com 8,9% e outras renováveis 7,7%.

Quanto as fontes não renováveis temos: Petróleo e derivados com 33,1%, Gás Natural com 11,8%, Carvão Mineral com 4,9% e urânio com 1,3% e fechando com 0,6% de outras fontes não renováveis.

Assim sendo, podemos concluir que o Brasil apresenta uma diversificação importante nas fontes de energia e é um dos maiores países do mundo na geração de energia renovável.

Ao fim e ao cabo, o Brasil avançou agora em 2021, 04 posições no ranking dos países mais atrativos para energia renovável e ocupa a 11° no mundo e o 1° na América Latina. 

Fontes:
epe.gov
CNN Brasil Business
 

- Escrito por Marcio Borba;
- Economista;
- Diretor da Borba Consultoria;
Presidente da Sociedade Pernambucana de Planejamento Empresarial - SPPE

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