Vamos ao café da manhã?

Café da manhã

Creio que a maioria da população tem um ciclo de atividades diurnas, contando com um repouso noturno durante o qual o gasto de energia é relativamente menor. Mesmo assim, ao acordar deve-se ter na primeira refeição (que entre nós chamamos café da manhã ou desjejum) uma ingestão de alimentos que dê ao organismo os nutrientes necessários, em quantidade suficiente. Em nossa vida cotidiana muitas vezes esta primeira refeição tem sido negligenciada, em nome da pressa nos afazeres dentro ou fora de casa, sobretudo em tempos de pandemia, quando tudo precisou de ajuste.

É preciso compreender, porém, que devemos dar prioridade para se servir do café da manhã antes mesmo de começar a gastar mais energia. Para que esta refeição seja eficiente deve ser planejada com critérios, e degustada com calma e prazer. A ansiedade diante de outros compromissos não deve sobrepujar o bom senso e o cuidado para com a saúde. Exemplos de cardápios nutritivos valorizando os alimentos regionais são hoje amplamente divulgados. No mais convencional consta uma fruta (ou suco), pão (ou papa ou inhame ou cuscuz ou tapioca), ovo (ou queijo coalho), leite e café.

Antes da pandemia era comum ver, com certa frequência, crianças e adolescentes trocarem o hábito de comer em casa, antes de sair, pela compra de comida na porta da escola, logo às sete horas da manhã. Estas refeições substitutas são, em geral, pouco higiênicas, contêm excesso de gordura, sal e açúcar ou bebidas nada nutritivas. E o que parece apenas um momento de descontração em companhia de colegas, se tornado frequente, contribui para os transtornos como má digestão e indisposição para as tarefas escolares, no mínimo. Além disso, nestas fases da vida os hábitos estão se consolidando; se forem inadequados, assim prevalecerão - levando a outros males como gastrite, má-nutrição, hipertensão, diabetes ou obesidade. 

Observo ainda hoje muitos adultos (sobretudo os que acordam muito cedo e percorrem longa distância até chegarem ao trabalho), prolongarem o jejum. Em muitos casos, as refeições que realizam no local de destino terminam sendo pequenos lanches engolidos também às pressas, e em forma de bolos, sanduíches, coxinhas, refrigerantes, etc., e sabe-se lá a que horas... Pior ainda: há alguns que “pulam” o desjejum ou “enganam a fome” com cafezinhos até a hora do almoço. Esses sobrevivem, e o fazem porque a lei magna do organismo é se adaptar diante das adversidades.

Mas o que temos, afinal? Por que estas pessoas se permitem pensar que tais hábitos não trazem resultados ruins para a saúde? Quando sou convidada a opinar, provoco a reflexão para o resgate do autocuidado, reservando tempo suficiente para comer o desjejum ainda em casa, usufruindo inclusive do convívio familiar, mesmo que por breve tempo.

Costumo dizer que em tempos de pandemia o ritmo diário vai requerer de nós muitas mudanças de comportamento, ainda. Cabe a cada um, porém, atingir os limites do bom senso e se organizar para instalar e preservar os hábitos e valores dos quais depende, de fato, uma vida saudável!

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