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A rainha sem título e a treinadora teimosa

Mesmo ainda jogando o fino da bola, lamentavelmente, Marta ainda não teve o prazer de conquistar o ouro olímpico - Foto: Philip Fong/AFP

Eu acho que, quando Marta nasceu, Papai do Céu chegou junto dela e disse: “Você será a Rainha do futebol feminino, mas, em compensação, não ganhará nenhuma olimpíada, tampouco uma Copa do Mundo”. Só pode ter sido assim mesmo. A mulher joga muito, já foi eleita seis vezes como melhor do mundo, mas o máximo que conseguiu nessas competições foi um segundo lugar. Uma pena.

A tristeza aumentou depois da desclassificação para o Canadá, nesta sexta-feira (30/07), em Tóquio. O jogo terminou empatado em 0x0 no tempo normal e na prorrogação, e as canadenses venceram por 4x3 nos pênaltis. Com 35 anos, não sei se Marta ainda estará nos próximos jogos ou Mundial. Já seria a despedida da Rainha na seleção? Não sei. O certo é que ficou aquela sensação de que daria para o Brasil seguir adiante na competição. As canadenses não são as americanas...

Por isso, lamento o fato da técnica sueca Pia Sundhage ser um pouco teimosa. Só para resumir: ela bateu o pé e não convocou a atacante Cristiane, que, apesar de ter 36 anos, ainda continua jogando muito no Santos; e manteve na equipe titular a volante Formiga, já com 43 e sete olimpíadas nas costas, e a goleira Bárbara, visivelmente fora de forma, apesar de ter pego um pênalti hoje. Para piorar a situação, a falta de valorização da modalidade, infelizmente, ainda é uma dura realidade no Brasil. Até quando esses erros vão continuar servindo de lição, hein?! Afinal, dá para acreditar, sim, no futebol feminino brasileiro.  

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