A mulher deve cuidar da saúde em todas as fases da vida, em especial depois dos 40 anos

Exercícios físicos e alimentação saudável são importantes para a qualidade de vida da mulher após os 40 anos - Canva

Olá, leitores da coluna Saúde e Bem-estar da Folha de Pernambuco

Mulher de 40. No ciclo da vida chegar aos 40 anos é um marco. Para a mulher também é um período de mudanças hormonais (climatério e menopausa), metabólicas e clínicas. Uma fase que requer atenção especial para manutenção da qualidade de vida. 

Com o passar dos anos o organismo queima mais lentamente as calorias. O metabolismo é reduzido e a necessidade de produzir energia para manutenção do corpo em funcionamento é menor. Portanto, após os 40 anos, é mais fácil de acumular gorduras em várias áreas do corpo, principalmente coxas e abdômen. Para minimizar esses efeitos a alimentação saudável e a prática de atividade física são fundamentais para manter a saúde em ordem.  

Na alimentação, após os 40 anos, alguns nutrientes não são bem absorvidos pelo organismo, portanto, doenças como osteoporose, estão ligadas, também, às carências nutricionais. Cálcio, vitamina D, do complexo B, além do ômega 3, devem fazer parte do cardápio da mulher após os 40 anos de idade, através da alimentação ou até mesmo na forma de suplementação prescrita por médico ou nutricionista. 

No tocante à atividade física, o sistema músculo-esquelético sofre o efeito da idade. Neste sentido é preciso fortalecer os músculos e aumentar a massa óssea através de exercícios regulares, que ajudarão na manutenção da funcionalidade do corpo, controle da diabetes, pressão arterial e redução do estresse.  

A saúde mental não deve ser negligenciada. Diante das alterações dos hormônios, a mulher pode sofrer de oscilação no humor de maneira corriqueira, podendo levar à depressão. Portanto, mulher, mantenha uma rotina de autocuidado, como realizar meditação, cuidar do intestino, ter um sono regenerador, fazer boas leituras, ouvir música e dançar. Que tal fazer uma viagem sozinha? O autoconhecimento é importante para aquisição de uma vida plena. 

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SAÚDE E BEM-ESTAR EM PÍLULAS

Dia da Mulher – hoje é o Dia da Mulher e parabenizamos as leitoras da coluna. Saúde e Bem-estar para todas. 

Dia de Rim - Mais de 140 mil brasileiros não possuem mais seus rins funcionando normalmente e sobrevivem apenas por terem acesso a um tratamento que substitui a função renal: a diálise. O número de pacientes com doença renal crônica vem aumentando consideravelmente a cada ano e no 11 de março, Dia Mundial do Rim, autoridades de saúde do mundo todo estão apelando: cuidem melhor dos seus rins e previnam-se das doenças renais no futuro, informa Ana Beatriz Barra, médica nefrologista.

Clínica-escola de fisioterapia retoma as atividades

FisioterapiaO paciente deve fazer o agendamento e levar o encaminhamento do médico - Foto: Canva

A Clínica-escola do Centro Universitário Mauricio de Nassau no Recife (UNINASSAU), nas Graças, retorna os atendimentos de Fisioterapia para a comunidade. A partir deste ano, a Clínica está ofertando o tratamento de Biofeedback com preço acessível e vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com hora marcada e com limite de agendamentos por dia. O tratamento de Biofeedback é para pacientes com incontinência urinária. Para agendar, os interessados devem ligar para o número (81) 2121.5922 e ter o encaminhamento do médico para realizar as sessões. A Clínica está localizada na Rua Ana Angélica, 52 - Derby, Recife.

OPINIÃO – PALAVRA DO ESPECIALISTA

Março Amarelo: mês mundial de conscientização da endometriose 

Médico Thiers Soares  Médico Thiers Soares: “No Brasil,  estima-se que 15% das mulheres, ou 7 milhões, sofrem com a doença, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS)” - Foto: Divulgação

De acordo com o Ministério da Saúde, o mioma atinge cerca de 2 milhões de mulheres no Brasil e cerca de 300 mil perdem o útero, por ano, em consequência da doença. No caso da adenomiose, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) aponta que 35% das mulheres que possuem a doença são assintomáticas e, muitas vezes, o quadro é semelhante a outras doenças pélvicas, por conta dos sintomas comuns, como sangramento excessivo durante a menstruação, dificultando a sua identificação. Já em  relação à endometriose, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que, no Brasil, 15% das mulheres ou 7 milhões, sofrem com a doença. Reforçamos que entre 90% a 95% dos procedimentos ginecológicos realizados no Brasil poderiam ser feitos com procedimentos minimamente invasivos, como a videolaparoscopia e robótica. Tais procedimentos reduzem o tempo de internação das pacientes, garantem um retorno mais precoce às atividades, além de diminuírem o risco de complicações. Para os casos que necessitam de cirurgias, com intervenções minimamente invasivas, a robótica é a técnica mais moderna, e chega como alternativa para diminuir a necessidade de procedimentos mais complexos. Diferentemente da videolaparoscopia, a modalidade traz a visão 3D para a rotina do cirurgião. Já a cirurgia robótica permite uma visão melhor, com movimentos mais refinados e articulação dos instrumentos muito mais ampla em comparação com a videolaparoscopia. Embora ofereça vários benefícios, a cirurgia robótica ainda é pouco praticada no Brasil. 

Thiers Soares é médico e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica - Rio de Janeiro/RJ
CRM/RJ: 72.274-0
Instagram: @thiers 
 

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