Aveia: grão utilizado para controle do peso, do colesterol e ajuda o intestino a funcionar melhor

Saiba a diferença entre os três tipos de aveia

Aveia é um alimento que tem várias combinações à mesa - Canva

A aveia é considerada um alimento altamente nutritivo, com muitas fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes. Seus benefícios incluem a redução do colesterol, regulação do açúcar no sangue, promoção da saúde intestinal e controle do peso. Além disso, a aveia contribui para a prevenção de doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e constipação, entre outros benefícios. Não há um horário específico para consumir aveia, pois isso depende dos objetivos individuais de saúde ou simplesmente o gosto. No entanto, muitas pessoas optam por consumir aveia no café da manhã para obter energia sustentada ao longo do dia. A aveia também é uma excelente opção pré-treino devido à sua digestão gradual e liberação lenta de energia.

Diferença entre Farelo de Aveia, Farinha de Aveia e Aveia em Flocos

Farelo de aveia: é a parte mais externa do grão de aveia, rica em fibras solúveis que ajudam na redução do colesterol e na regulação do trânsito intestinal.
Farinha de aveia: é feita moendo os grãos de aveia, resultando em uma textura fina. Pode ser usada em diversas receitas, como panquecas, bolos e pães.
Aveia em flocos: são os grãos de aveia inteiros que foram achatados durante o processo de laminação. Podem ser consumidos crus (em mingaus, iogurtes) ou cozidos.

 

Há efeito colateral?

Consumir aveia em quantidades moderadas geralmente é seguro para a maioria das pessoas. No entanto, consumir abundantemente aveia sem uma ingestão adequada de líquidos pode causar desconforto gastrointestinal, como inchaço e gases. Além disso, algumas pessoas podem ser alérgicas à aveia.

Aveia e prisão de ventre: a aveia é conhecida por sua capacidade de promover a saúde intestinal e prevenir a constipação devido ao seu alto teor de fibras solúveis, que ajudam a aumentar o volume das fezes e a regular o trânsito intestinal.

Variações à mesa

A aveia pode ser consumida com mel e uma variedade de frutas para criar uma refeição deliciosa e nutritiva. Algumas combinações de aveia com frutas:

Aveia com banana: as bananas são uma excelente fonte de potássio e adicionam doçura natural à aveia. Você pode cortar as bananas em rodelas e misturá-las na aveia cozida ou em flocos.
Aveia com morangos: os morangos são ricos em vitamina C e antioxidantes. Você pode adicionar morangos frescos cortados ou até mesmo fazer uma cobertura de morango para sua aveia.
Aveia com maçã: as maçãs são uma boa fonte de fibras e adicionam uma textura crocante à aveia. Você pode picar as maçãs e cozinhá-las com a aveia ou simplesmente adicionar fatias de maçã fresca por cima.
Aveia com abacate: embora menos comum, o abacate adiciona cremosidade e gorduras saudáveis à aveia. Experimente amassar um pouco de abacate maduro e misturar na aveia, adicionando um toque de mel para equilibrar os sabores.
Aveia com blueberries: As blueberries são conhecidas por seu alto teor de antioxidantes e têm um sabor delicioso quando combinadas com aveia. Você pode adicionar blueberries frescas ou congeladas à sua aveia

 

Você pode experimentar diferentes combinações de frutas para descobrir qual agrada mais ao seu paladar. Adicionar mel realça o sabor naturalmente doce da aveia e das frutas. Caso você esteja fazendo dieta para controle de peso, verifique com seu nutricionista a quantidade de mel que deve ser consumida.

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Inteligência Artificial na Enfermagem

O Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE), localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão, realiza a 16ª Semana da Enfermagem, a partir do dia 13 de maio. O evento, gratuito e aberto ao público, traz discussões sobre Saúde 4.0 e sobre o impacto da Inteligência Artificial na profissão de Enfermagem. As inscrições podem ser feitas  AQUI


Marco histórico: cirurgias robóticas de coluna chegam a 100 no país 
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A neurocirurgia e a cirurgia de coluna atingiram um novo patamar de precisão e segurança com a introdução da robótica. Os sistemas robóticos nesses procedimentos reduzem o tempo de recuperação, o risco de infecções, a dor e a perda de sangue do paciente. No Brasil, o uso de dispositivos robóticos nessas especialidades teve início em 2022 e o país recentemente alcançou a marca de cem procedimentos, realizados no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo. A tecnologia utilizada em todas essas cirurgias foi o braço robótico Cirq, da Brainlab, empresa alemã especialista em cirurgia assistida por computador. O equipamento, que pode ser usado para cirurgias de coluna e crânio. Duas instituições foram pioneiras na adoção da tecnologia a partir de agosto de 2022: o Hospital Moinhos de Vento (RS) e o Hospital Santa Lucia (DF). Além disso, o Brasil se tornou o centro de treinamento de médicos da América Latina. 


Preocupação com maus hábitos alimentares

A máxima "somos aquilo que comemos" está mais em alta do que nunca. A nutróloga Edite Magalhães explica que algumas das doenças que mais afligem a população podem ser causadas pelos maus hábitos alimentares. "Podemos citar gastrite, diabetes, obesidade, colesterol elevado e hipertensão. Até mesmo o aparecimento de alguns tipos de câncer pode ser influenciado por alimentação inadequada, rica em refrigerantes, ultraprocessados, muito sal e muito açúcar. O cenário é preocupante e requer uma mudança no hábito alimentar brasileiro, pois as doenças crônicas não transmissíveis são algumas das maiores causas de morte no mundo".


Impactos da LGPD para empresas ligadas à saúde

Larissa Carrazzoni é advogada - Foto: Divulgação

As empresas ligadas ao ramo de saúde precisam ficar cada vez mais atentas e se adequarem à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Instituída pela Lei Federal nº 13.709/18, a legislação protege os direitos de liberdade e privacidade, bem como o livre desenvolvimento da personalidade de cada cidadão. Na prática, o tratamento de dados pessoais dispostos em meio físico ou digital precisa de uma vigilância redobrada, especialmente para quem atua no setor de saúde. Em vigor desde 2020, a Lei gerou uma maior complexidade para hospitais, planos de saúde, clínicas e outros empreendimentos ou pessoas jurídicas que precisam lidar com dados pessoais e aqueles considerados ‘sensíveis’ e que, portanto, têm suas hipóteses de tratamento mais restritas.  A legislação determina que dados sensíveis são os de origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, bem como os referentes à saúde ou à orientação sexual, genéticos ou biométricos. Considerando essa definição, o primeiro aspecto a ser considerado pelas empresas de saúde é o próprio tratamento de uso de dados. Ou seja, a instituição deve ter parâmetros bem definidos, eficientes e dentro das hipóteses e princípios previstos pela LGPD. Isso envolve desde a coleta, produção e recepção até a classificação, reprodução, transmissão, ou qualquer outra atividade que use dados pessoais. Outra recomendação é que, antes de iniciar qualquer tratamento de dados pessoais, a empresa se certifique que a finalidade do uso seja registrada de forma clara e explícita, além dos propósitos especificados e informados ao titular. Ou seja, é indispensável que a entidade informe com transparência quais dados poderá compartilhar e com quem, além de garantir seu consentimento. Empresas de saúde se enquadram nesse perfil, pois utilizam e lidam com informações sigilosas e dados que estão presentes em documentos como prontuário, ficha de anamnese, ficha clínica, diagnóstico e planejamento do tratamento, receitas, pareceres técnicos, laudos periciais, atestados e recibos. Além disso, é direito do titular desses solicitar acesso a qualquer tempo os dados que foram coletados. As penas aplicadas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), no caso de incidente de vazamentos de dados ou outros descumprimentos à LGPD, são mais rigorosas na área de saúde do que em outros setores. Informações protegidas por sigilo seguem sujeitas a normativas e regras específicas e os dados pessoais terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo. Essas e outras questões fundamentais devem ser observadas pelas empresas de saúde, para adotarem uma postura transparente em relação ao tratamento de dados, garantindo o respeito à privacidade e à dignidade dos pacientes/beneficiários, bem como promovendo a sua confiança e proteção dos dados, além de demonstrar compromisso e cuidado com a segurança da informação.

Larissa Carrazzoni é Advogada especialista em Direito Médico e da Saúde, Mestranda em Direito Médico e Odontológico. @larissacarrazoni.adv


"Saúde e Bem-estar" é atualizada toda segunda-feira no Portal Folha de Pernambuco
Colaboração: jornalista Jademilson Silva

 

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