Sáb, 08 de Agosto

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Saúde e bem-estar

Canetas emagrecedoras exigem acompanhamento médico 

Medicamentos aprovados pela Anvisa auxiliam no tratamento da obesidade

Emagrecer também exige mudanças de hábitosEmagrecer também exige mudanças de hábitos - Canva

Medicamentos aprovados pela Anvisa auxiliam no tratamento da obesidade, mas seu uso deve ser sempre acompanhado por um médico e integrado a hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física


As chamadas canetas emagrecedoras revolucionaram o tratamento da obesidade e passaram a integrar a rotina de milhares de brasileiros. Os medicamentos apresentam resultados importantes na perda de peso e no controle de doenças associadas, mas especialistas alertam que eles não são indicados para qualquer pessoa e jamais devem ser utilizados sem prescrição e acompanhamento médico. Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza a comercialização de medicamentos injetáveis destinados ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 em pacientes que atendem aos critérios clínicos. A indicação depende da avaliação médica, que considera fatores como índice de massa corporal (IMC), doenças associadas, histórico de saúde e uso de outros medicamentos. Apesar da popularização dessas terapias nas redes sociais, não existe medicamento capaz de substituir hábitos saudáveis. O tratamento da obesidade é multifatorial e exige uma abordagem individualizada para que os resultados sejam duradouros e seguros.

Uso indiscriminado pode trazer riscos à saúde
O uso das canetas emagrecedoras sem orientação médica pode estar associado a efeitos adversos como náuseas, vômitos, diarreia, prisão de ventre, dor abdominal, refluxo e sensação prolongada de estômago cheio. Em alguns casos, a redução do apetite pode levar à ingestão insuficiente de proteínas, vitaminas e minerais, favorecendo a desidratação e deficiências nutricionais. Durante o tratamento, também é importante preservar a massa muscular por meio de uma alimentação adequada e da prática de exercícios físicos, especialmente os de força, já que a perda de músculo pode comprometer o metabolismo e dificultar a manutenção do peso perdido. Embora menos frequentes, complicações como pancreatite, alterações na vesícula biliar e episódios de hipoglicemia em pessoas que utilizam medicamentos para diabetes também podem ocorrer, reforçando a importância do acompanhamento médico durante toda a terapia.  Além dos riscos relacionados aos efeitos colaterais, preocupa a compra de medicamentos pela internet ou em canais não autorizados. Produtos falsificados ou sem registro na Anvisa podem apresentar composição desconhecida, armazenamento inadequado e ausência de controle de qualidade, colocando a saúde do consumidor em risco.

Mudança de hábitos continua sendo o principal tratamento
Embora as canetas emagrecedoras sejam consideradas um importante avanço no combate à obesidade, elas funcionam como uma ferramenta dentro de um tratamento mais amplo.
Para que o emagrecimento seja sustentável, é fundamental investir em uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono de qualidade, controle do estresse e acompanhamento periódico com profissionais de saúde. Essas mudanças ajudam não apenas na perda de peso, mas também na prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono e outras condições associadas ao excesso de peso. Especialistas ressaltam que o objetivo do tratamento vai além da redução dos números na balança. A proposta é promover melhora da saúde, da qualidade de vida e reduzir o risco de complicações futuras.

| Conheça as substâncias aprovadas pela Anvisa

Semaglutida
É um medicamento que aumenta a sensação de saciedade, reduz o apetite e ajuda no controle da glicemia. Está presente no Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e no Wegovy, aprovado para o tratamento da obesidade em pacientes com indicação médica.
Liraglutida
Possui ação semelhante à semaglutida, contribuindo para reduzir a fome e aumentar a saciedade. Está disponível no Saxenda, indicado para obesidade, e no Victoza, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2. A aplicação é diária.
Tirzepatida
É a mais recente opção aprovada pela Anvisa. Comercializada como Mounjaro, apresenta resultados expressivos tanto no controle da glicemia quanto na perda de peso, sendo indicada para pacientes que atendem aos critérios estabelecidos pelo médico.

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Acontece

Afya leva excelência da formação médica para cinco novas graduações
Referência na formação médica, a Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes inicia um novo ciclo acadêmico com o lançamento dos cursos de Biomedicina, Psicologia, Nutrição, Terapia Ocupacional e Enfermagem. As novas graduações mantêm o modelo de ensino da instituição, baseado em excelência acadêmica, forte componente prático e formação voltada às necessidades atuais e futuras da assistência em saúde.


Vida Veg lança mousses proteicas vegetais para consumidores que buscam saúde e praticidade
A Vida Veg ampliou seu portfólio de alimentos plant-based com o lançamento da linha Mousse Veg Protein, disponível nos sabores Avelã e Chocolate. As sobremesas prontas para consumo são voltadas para consumidores que buscam uma alimentação equilibrada, incluindo atletas, praticantes de atividades físicas e pessoas que desejam aumentar a ingestão de proteínas sem abrir mão do sabor. Cada embalagem de 130 gramas oferece 10 gramas de proteína de alta biodisponibilidade e é zero lactose e zero glúten. Segundo a fabricante, os produtos foram desenvolvidos para unir praticidade, cremosidade e um perfil nutricional mais equilibrado em relação às sobremesas convencionais.


Em Pauta

Volta às aulas: inclusão começa com preparo das escolas 
| Capacitação das equipes, adaptações pedagógicas e sensoriais e respeito às leis de inclusão são fundamentais para garantir aprendizagem e desenvolvimento
 


Especialista em Desenvolvimento Infantil e sócia da Clínica Mundo da Aprendizagem, Elizabete Souza - Foto: Paula Maestrali


Com o fim das férias escolares, a atenção das famílias costuma se voltar para a readaptação da rotina das crianças. No caso de estudantes neurodivergentes, como aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, dislexia, apraxia e outros transtornos do neurodesenvolvimento, esse momento também exige que as escolas estejam preparadas para oferecer um ambiente verdadeiramente inclusivo.

A legislação brasileira determina que as instituições de ensino promovam adaptações capazes de atender às necessidades individuais de cada aluno. A preparação envolve desde a capacitação dos profissionais até ajustes pedagógicos, físicos e sensoriais que favoreçam o desenvolvimento e a participação da criança no ambiente escolar.

Para a especialista em Desenvolvimento Infantil e sócia da Clínica Mundo da Aprendizagem, Elizabete Souza, ainda existe uma compreensão equivocada sobre o que significa inclusão.
"A inclusão vai muito além de aceitar a matrícula da criança. A escola precisa adaptar suas estruturas pedagógicas, físicas e sociais para acolher esse aluno. Não é a criança que deve se adaptar à escola. É a escola que precisa estar preparada para atender às necessidades de cada estudante", afirma.

Segundo a especialista, um dos primeiros passos é investir na formação contínua de toda a equipe escolar, e não apenas dos professores. "Quando falamos em inclusão, estamos falando de toda a comunidade escolar. Professores, coordenadores, auxiliares, funcionários da portaria, da cantina e da limpeza também convivem com essas crianças e precisam compreender suas necessidades. A inclusão é construída por todos", explica. Outro aspecto indispensável é a personalização das estratégias pedagógicas. Elizabete destaca que cada criança possui características, potencialidades e desafios diferentes, o que exige um planejamento individualizado. "A escola deve elaborar um Plano de Ensino Individualizado (PEI), adaptar materiais, flexibilizar métodos de ensino, o tempo de realização das atividades e até a forma de avaliação. Cada aluno aprende de um jeito, e respeitar esse ritmo torna o processo de aprendizagem muito mais significativo." Além das adaptações pedagógicas, o ambiente físico também influencia diretamente no bem-estar das crianças neurodivergentes. Questões como iluminação intensa, excesso de ruídos e ambientes superestimulantes podem provocar desconforto e dificultar a permanência em sala de aula. "Muitas dessas crianças apresentam sensibilidades sensoriais. Sempre que possível, a escola deve pensar em ambientes mais acolhedores e até disponibilizar um espaço de regulação, onde o aluno possa se reorganizar emocionalmente quando houver excesso de estímulos. Pequenas adaptações fazem uma enorme diferença no cotidiano escolar".


O que diz a legislação
No Brasil, o direito à educação inclusiva é garantido por diferentes legislações que obrigam tanto escolas públicas quanto privadas a promoverem as adaptações necessárias para assegurar o acesso, a permanência e a aprendizagem dos estudantes com deficiência e transtornos do neurodesenvolvimento. Entre elas está a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que proíbe a cobrança de taxas adicionais pela matrícula de alunos com deficiência e garante, quando necessário, o direito ao profissional de apoio escolar para auxiliar em atividades relacionadas à alimentação, higiene, locomoção e outras demandas específicas. Outra norma importante é a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. A legislação assegura o direito à matrícula em classes comuns do ensino regular, prevê acompanhamento especializado quando necessário e estabelece penalidades para instituições que recusarem ou dificultarem o acesso desses estudantes.  Já a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) determina que os sistemas de ensino ofereçam currículos, recursos, metodologias e organização pedagógica adequados para atender às necessidades dos alunos da educação especial. Para Elizabete Souza, conhecer esses direitos é fundamental não apenas para as escolas, mas também para as famílias. "Os pais precisam conhecer a legislação para compreender quais adaptações podem e devem ser exigidas. A inclusão não é um favor da escola, é um direito garantido por lei".

Preparação começa antes do primeiro dia de aula
A especialista também orienta que a readaptação da criança à rotina escolar seja iniciada ainda nos últimos dias das férias. Retomar gradualmente os horários de sono, alimentação e atividades, conversar sobre o retorno às aulas e, quando possível, visitar a escola antes do início das atividades ajudam a reduzir a ansiedade provocada pela mudança de rotina. "Quando família e escola trabalham juntas, a criança se sente mais segura para enfrentar as mudanças. A preparação para a volta às aulas não acontece apenas dentro da escola. Ela começa em casa e depende do diálogo constante entre todos os envolvidos no desenvolvimento da criança", conclui.


Colaboração: jornalista Jademilson Silva
 

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