Cansaço constante: o que pode estar por trás da fadiga diária
Sono, intestino inflamado e deficiências nutricionais podem explicar a falta de energia ao acordar
Sono, intestino inflamado e deficiências nutricionais podem explicar a falta de energia ao acordar e ao longo do dia
Acordar cansado mesmo após uma noite aparentemente adequada de sono é uma queixa cada vez mais comum nos consultórios. Muitas pessoas relatam que dormem cedo, cumprem uma rotina considerada saudável e, ainda assim, despertam sem disposição, enfrentam sonolência ao longo do dia e sentem dificuldade para manter produtividade, foco e motivação. Essa sensação persistente de fadiga não deve ser encarada como algo normal. Na maioria das vezes, o cansaço crônico é um sinal de que o organismo está lidando com desequilíbrios que precisam ser investigados.
Sono - O sono costuma ser o primeiro suspeito. No entanto, a quantidade de horas dormidas nem sempre reflete a qualidade do descanso. Distúrbios como apneia obstrutiva do sono, insônia fragmentada e alterações no ritmo circadiano podem impedir que o corpo alcance as fases profundas do sono, responsáveis pela recuperação física e cognitiva. Mesmo pessoas que dormem sete ou oito horas podem despertar fatigadas quando o sono não é restaurador. Nesses casos, o organismo não consegue concluir processos essenciais de reparo celular, regulação hormonal e consolidação da memória.
Fatores - O sedentarismo reduz a eficiência metabólica, diminui a capacidade cardiorrespiratória e compromete a produção de energia nas células. Paradoxalmente, a falta de movimento aumenta a sensação de cansaço. Exercícios regulares melhoram a função mitocondrial, favorecem a circulação sanguínea e contribuem para o equilíbrio hormonal, fatores diretamente relacionados à disposição diária.
O intestino também exerce papel central nesse cenário. A inflamação intestinal, a disbiose e a permeabilidade aumentada podem interferir na absorção de nutrientes essenciais para a produção de energia. O trato gastrointestinal não é apenas responsável pela digestão, mas também participa da regulação do sistema imunológico e da comunicação com o cérebro por meio do eixo intestino cérebro. Quando há desequilíbrio da microbiota, é comum observar sintomas como fadiga persistente, dificuldade de concentração e alterações de humor.
A deficiência de vitaminas e minerais é outra causa frequente de cansaço crônico. A produção de energia celular depende de reações bioquímicas que exigem nutrientes específicos como cofatores. Sem esses elementos, o metabolismo energético se torna menos eficiente e o corpo passa a operar em um estado de baixa performance.
Entre os principais exames laboratoriais que costumam ser avaliados estão os níveis de vitamina D, vitamina B12, ferro e ferritina, ácido fólico, magnésio e zinco. A vitamina D participa da modulação do sistema imunológico, da função muscular e da regulação inflamatória. A vitamina B12 é fundamental para o funcionamento neurológico e para a produção de glóbulos vermelhos, sendo sua deficiência uma causa clássica de fadiga e dificuldade de concentração. O ferro e a ferritina estão diretamente relacionados ao transporte de oxigênio no sangue, e níveis baixos podem provocar sensação de exaustão mesmo em atividades leves. O magnésio e o zinco também merecem atenção. Esses minerais participam de centenas de reações metabólicas e influenciam o funcionamento muscular, a qualidade do sono e a resposta ao estresse. Alterações nestes níveis podem contribuir para sensação de cansaço persistente, tensão muscular e dificuldade de relaxamento.
É importante compreender que o cansaço persistente raramente tem uma única causa. Na maioria das vezes, trata-se de um conjunto de fatores que envolvem sono de baixa qualidade, sedentarismo, inflamação intestinal, deficiências nutricionais e sobrecarga emocional. A investigação médica individualizada é fundamental para identificar os desequilíbrios e direcionar intervenções adequadas.
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Cursos gratuitos para famílias atípicas
Neurocientista Victor Eustáquio, a fono Alessandra Sales e as psicólogas Roberta Monteiro e Luana Passos - Foto: Divulgação
Comemorando seus 20 anos, a Somar Special Care, referência no tratamento do Autismo, oferece cursos gratuitos às famílias atípicas. Especialistas de áreas como Comportamento, Comunicação, Rotina e Autonomia, Nutrição estarão reunidos em aulas presenciais um sábado por mês durante 5 meses. Inscrições pelas redes sociais da Somar até o dia 22 deste mês. Aberto ao público. Inscrições: @autismosomar
Vem meditar
A Vivo quer que você... medite. Para celebrar o mês da meditação, no próximo dia 21/05, a empresa vai liberar o acesso às mais de 1300 práticas guiadas disponíveis no aplicativo Atma. Qualquer pessoa poderá baixar e experimentar todo o conteúdo do app, o que inclui meditações guiadas exclusivas tanto para meditadores experientes quanto para iniciantes, organizadas por tema, como controle da ansiedade, relaxamento e foco. Com mais de 4 milhões de downloads, os usuários do Atma acumulam 82 milhões de minutos meditados.
Grande Recife realiza ação educativa do Maio Amarelo no TI Pelópidas
O Grande Recife Consórcio de Transporte promove, na próxima quarta-feira, 20 de maio, uma ação educativa do Maio Amarelo no Terminal Integrado Pelópidas, em Paulista. A atividade começa às 7h e tem como foco a conscientização sobre segurança no trânsito para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Durante a programação, serão oferecidas orientações sobre comportamentos seguros nas vias, com demonstrações práticas sobre os riscos do ponto cego em veículos de grande porte. Também haverá distribuição de materiais educativos com dicas de convivência e prevenção de acidentes. A iniciativa é realizada em parceria com o Conorte, Detran-PE e Sest Senat e integra o calendário da campanha nacional Maio Amarelo, que neste ano traz o slogan “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. A ação reforça o compromisso com a mobilidade segura e a preservação da vida na Região Metropolitana do Recife.
Maio Vermelho alerta para prevenção do câncer de boca e importância do diagnóstico precoce
Dentista Adriana Morosini - Foto: Dayvison Nunes
A campanha Maio Vermelho chama atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de boca, um dos tipos mais incidentes no país. De acordo com a pesquisa Estimativa 2026: incidência de câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer, o Brasil deve registrar cerca de 17.190 novos casos por ano no triênio de 2026 a 2028, sendo 12.260 entre homens e 4.930 entre mulheres. No Nordeste, entre os tipos de câncer, o de boca ocupa a quinta posição entre os homens, com taxa de 9,57 casos por 100 mil habitantes.
A cirurgiã-dentista Adriana Morosini destaca que o consumo de álcool e o tabagismo estão entre os principais fatores associados ao desenvolvimento de tumores na cavidade oral e nos lábios e o maior desafio segue sendo o diagnóstico tardio. “O câncer de boca muitas vezes não apresenta sintomas evidentes nas fases iniciais, o que faz com que muitos pacientes só procurem atendimento quando a doença já está em estágio avançado”, explica.
Embora possa atingir qualquer pessoa, a maior incidência ocorre entre homens acima dos 40 anos, especialmente fumantes e consumidores de bebidas alcoólicas. “O risco aumenta significativamente quando há associação entre o tabagismo e o consumo de álcool. Vale lembrar que outros produtos derivados do tabaco, como charuto, cachimbo, fumo de rolo, rapé e narguilé também compartilham dos mesmos riscos”, enfatiza a cirurgiã dentista e implantodontista Adriana Morosini”.
Sinais de alerta
Entre os principais sintomas que devem ser observados estão manchas brancas ou avermelhadas na boca, feridas que não cicatrizam, sangramentos frequentes, rouquidão persistente, nódulos no pescoço e dificuldade para mastigar ou engolir.
“Atenção especial deve ser dada a feridas que não cicatrizam após 15 dias. Aftas recorrentes ou persistentes também precisam ser avaliadas por um profissional”, orienta Adriana Morosini.
Fatores de risco vão além do cigarro
Além do tabaco e do álcool, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença, como exposição solar sem proteção, especialmente nos lábios, infecção pelo HPV, obesidade, alimentação inadequada e traumas crônicos na cavidade oral. O uso de próteses dentárias mal ajustadas também merece atenção. “Próteses folgadas ou com estruturas que provocam ferimentos repetitivos, assim como dentes quebrados ou restaurações irregulares, podem gerar lesões crônicas que, ao longo do tempo, evoluem para um câncer de boca”, alerta. A especialista Adriana Morosini reforça que consultas regulares ao dentista são fundamentais para a detecção precoce. “O acompanhamento profissional permite identificar alterações ainda no início, quando as chances de tratamento e cura são maiores”, afirma.
Adriana Morosini é cirurgiã dentista e implantodontista.
@dra.adrianamorosini
Colaboração: Jademilson Silva



