Manter-se produtivo é essencial para a longevidade saudável

Bons hábitos saudáveis na melhoria da longevidade saudável - Canva

O brasileiro, em 2019, tinha expectativa de vida, em média, até os 76,6 anos. A expectativa de vida dos homens passou de 72,8 para 73,1 anos e a das mulheres foi de 79,9 para 80,1 anos. Os dados são de 2020. Avanços na ciência e medicina apontam esse crescente aumento. A saúde e hábitos de vida equilibrados são fundamentais para se ter uma longevidade saudável. Manter-se produtivo é muito importante para o corpo e a mente de quem já chegou na terceira idade. A chamada medicina para a longevidade saudável nasceu nos Estados Unidos, em 1990, O objetivo deste movimento é proporcionar hábitos de vida com maior produtividade. Para chegar produtivamente aos 60, 70, 80 anos de idade é preciso cuidar da saúde e bem-estar, desde a juventude.  

Separei 7 hábitos para você cultivar uma longevidade saudável:

-Beba água – procure se hidratar durante todo o dia

-Medite – esvazie a mente e pratique o silêncio. Respire calma e profundamente, faça de 10 a 20 respirações, com atenção plena, diariamente. 

-Sono – é importante fazer manter um sono restaurador. Mais do que dormir muito, é manter uma boa qualidade de sono.

-Tome chá – em uma pesquisa feita na China, com 100 médicos acima de 90 anos, identificou que chás antioxidantes fazem parte da dieta dos pesquisados. Todos estavam produtivamente cultivando hábitos como leitura, trabalho, exercícios e lazer. 

-Trabalhos manuais - é importante também realizar trabalhos manuais que mexam com a cognição: jogos de tabuleiro, crochê, palavras cruzadas e até mesmo desehar e pintar. 

E separo ainda 2 hábitos que sempre aconselho para os meus pacientes:

-Alimentação saudável: coma alimentos de “verdade”, frutas e verduras, evite enlatados e embutidos, assim como o excesso de frituras, farinha branca, sal e açúcar. 

-Movimente-se: movimento é vida. Portanto, mantenha um treino regular. Ande, corra, dance, pedale. Não fique parado. Faça aquilo que você tenha mais prazer.

Viver de maneira funcional é possível com atitudes diárias que possam impactar positivamente na qualidade de vida. 

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SAÚDE EM PÍLULAS 

IOFV em Olinda - Com mais de 45 anos de história, o Grupo Instituto de Olhos Fernando Ventura inaugurou agora em maio nova unidade IOFV. Desta vez em Olinda, no recém-construído Empresarial JAM, em Casa Caiada. Além de expandir o atendimento oftalmológico para o município e região, o instituto irá gerar, de início, cerca de 20 empregos diretos e 10 indiretos. Foram investidos aproximadamente R$ 2 milhões. 

Câncer de ovário - A atriz Eva Wilma, 87 anos, foi diagnosticada com câncer epitelial de ovário, um tipo de tumor ginecológico de características muito peculiares e tratamento bastante rebuscado, infelizmente Eva Wilma faleceu. A  doença costuma ser “silenciosa" e não apresenta sintomas específicos ao início do quadro. “Em decorrência da inexistência de programas de rastreio efetivos, a doença acaba sendo diagnosticada em fases avançadas na maioria das vezes”, afirma o cirurgião oncológico do Real Instituto de Cirurgia Oncológica e Coordenador do GMO - Grupo Multidisciplinar de Ovário do Real Hospital Português, Thales Batista.

Câncer de estômago - Como amplamente divulgado, o prefeito licenciado por São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morreu em decorrência de um câncer localizado na cárdia, junção entre o estômago e esôfago. "O câncer de estômago é mais prevalente após os 50 anos de idade e em fase inicial praticamente não produz sintomas.  Apenas com o avançar da doença surgem queixas como dor abdominal, náuseas, vômitos e perda de peso. Infelizmente, muitas pessoas acabam retardando a busca de uma consulta médica, perdendo a chance de um tratamento curativo", afirma o cirurgião oncológico do Real Instituto de Cirurgia Oncológica, Euclides Martins. A melhor prevenção é feita através de uma consulta com um especialista e realização de uma Endoscopia Digestiva. "Em estágio inicial, o principal tratamento que pode ser feito e recomendado é o cirúrgico. Em casos mais avançados o tratamento além da cirurgia pode incluir quimioterapia e radioterapia", finaliza o médico.

Obesidade e distúrbios hormonais no homemExcesso de gordura tem relação com distúrbios hormonais masculinos - Foto: Canva

Testosterona em baixa - Num país em que mais da metade da população está acima do peso, a queda nos níveis de testosterona é um desafio a mais para os homens que não se entendem com a balança. “O excesso de gordura causa um estado inflamatório que afeta os testículos, responsáveis pela produção do principal hormônio sexual masculino. Além disso, a obesidade interfere no funcionamento da glândula hipófise, de onde saem os hormônios que estimulam o funcionamento dos testículos. Essa relação é comprovada por vários estudos desenvolvidos no Brasil e em outros países”, alerta a endocrinologista Karina Santos, que integra a equipe da Andros Recife, clínica voltada para a saúde masculina. Ela adverte que o número de casos de disfunção sexual, infertilidade e outros distúrbios relacionados à deficiência de testosterona tem crescido entre homens jovens (30 a 40 anos) e que esse aumento está, em muitos casos, associado à obesidade.

OPINIÃO – PALAVRA DO ESPECIALISTA 

Doenças silenciosas afetam a saúde e o bem-estar de mulheres brasileiras 

Médico Thiers Soares  Médico Thiers Soares: “adenomiose, endometriose e mioma são doenças que devem ser acompanhadas e tratadas para melhoria da qualidade de vida da mulher” - Foto: Divulgação

Com a vida profissional, carreira, casa, filhos e família, os cuidados com a saúde da mulher são deixados de lado e nem sempre são compreendidos como deveriam. Assim, doenças silenciosas ganham corredor expresso para atingi-las e, quando descobertas, normalmente causam grandes problemas para o bem-estar feminino. É o caso da adenomiose, endometriose e mioma, que venho tratando em mulheres que relatam dores fortes, desconfortos e muitas dificuldades em manter uma vida saudável durante seus ciclos menstruais. Estas três doenças têm sintomas semelhantes e, se não identificados a tempo, podem interromper a chance de muitas delas serem mães e ainda afetar o funcionamento de múltiplos órgãos do corpo. Cólicas fortes no período menstrual (e principalmente fora dele), sangramentos intensos e queixa de dores durante as relações sexuais podem até passar despercebidos e serem considerados “normais” no dia a dia atribulado das mulheres, mas merecem atenção especial e precisam ser relatados no acompanhamento médico. Por isso, é importante conhecê-las e saber identificar cada uma delas. Quero citar primeiro a adenomiose, uma doença que causa o crescimento do tecido endometrial na parede interna do útero, e de forma silenciosa, afeta o funcionamento do órgão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada dez mulheres pode sofrer com a adenomiose, e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) aponta que 35% das mulheres que têm esta doença são assintomáticas, e sua cura só acontece com a realização da histerectomia (retirada total do útero). Assim, a doença com sintomas comuns, quase imperceptíveis sem uma rotina de exames preventivos, passa a ser um dos principais fatores para a infertilidade feminina. Já a endometriose, muitas vezes atrelada à primeira doença citada, acontece quando o tecido do endométrio reveste toda a cavidade abdominal, atingindo outros órgãos, como a bexiga e o intestino. Além da infertilidade, a endometriose pode levar a perda dos órgãos alcançados. No Brasil, 15% das mulheres em idade fértil são acometidas pela endometriose. Elas demoram, em média, oito anos para diagnosticarem a doença e passam boa parte da vida sem entender os sintomas por acharem extremamente normais. Apesar da seriedade da patologia, esta patologia pode ser controlada em casos leves com a melhoria no estilo de vida, como a qualidade de sono, alimentação, a prática de exercícios físicos regulares e os cuidados básicos com estresse e ansiedade. Entre as doenças silenciosas que atingem as mulheres, os miomas chegam a assustar quando mencionadas nas consultas ginecológicas. E não é para menos, o Ministério da Saúde afirma que quase 2 milhões de mulheres sofrem de miomas no país e cerca de 300 mil perdem o útero por ano. A doença, que causa o aparecimento de tumores pélvicos benignos nas paredes do útero, pode acometer até 80% da população fértil feminina. Mesmo sem ter causas definidas para os miomas, os fatores de riscos para o surgimento dos tumores são vastos, como a idade, entre 30 a 50 anos, início precoce da menstruação, afrodescendência, obesidade, dieta rica em carnes vermelhas  e o consumo de álcool. Já o seu avanço pode afetar muito além da região pélvica,  gerando dores, sangramentos e muito incômodo. É importante lembrar que, apesar desta doença causar medo, ela não é fator determinante para o aumento do risco de câncer. O melhor tratamento para todas essas enfermidades que comentei acima é o acompanhamento médico, diagnosticando cada etapa destas doenças e buscando alternativas para devolver a saúde e o bem-estar as pacientes, já que afetam muito além da parte física, elas mexem com a rotina, com a saúde mental e com as relações destas mulheres. Hoje, a tecnologia é uma grande aliada para ajudá-las a superar as complicações destas doenças. A cirurgia robótica, por exemplo, é uma alternativa viável para eliminar os focos de endometriose e realizar a retirada de miomas, preservando a região afetada e devolvendo a qualidade de vida para as pacientes. Já os casos de adenomiose também podem ser tratados desta forma, mas merecem atenção especial para entender a evolução da patologia. É essencial lembrar que este tipo de cirurgia pode ser encontrada no SUS, permitindo que essas e outras doenças não se agrave. E não podemos deixar de mencionar a recém chegada tecnologia da radiofrequência no Brasil, responsável por iniciar uma nova era no tratamento destas condições. Mesmo que o cenário da pandemia da Covid-19 contribua para o adiamento de tratamentos e descobertas dessas enfermidades, é primordial realizar a busca por diagnósticos e acompanhamento médico. Em tempos tão urgentes, nunca foi tão necessário se manter saudável. Entretanto, só a conscientização do autocuidado e o conhecimento sobre essas doenças silenciosas podem ajudar as mulheres a avançarem o sinal verde para seguir suas vidas e viverem melhor. 

Thiers Soares – é médico ginecologista especialista em cirurgia por vídeo e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgias Minimamente Invasiva - Capítulo Rio de Janeiro - SOBRACIL RJ
CRM/RJ: 722740
@thiers

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