Movimento é vida: milhões de mortes poderiam ser evitadas se a população fosse mais ativa

As diretrizes da OMS recomendam, pelo menos, de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a intensa, por semana, para os adultos - Canva

Olá, leitores da coluna Saúde e Bem-estar da Folha de Pernambuco

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 5 milhões de mortes poderiam ser evitadas todos os anos, ao redor do mundo, se as pessoas fossem mais ativas. A atividade física regular pode prevenir doenças cardiovasculares, diabetes e até mesmo o câncer, além de reduzir os sintomas de depressão, ansiedade, estresse e melhorar o sono.  Vamos para dados mais de perto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 40% dos adultos brasileiros são sedentários.

Deixa-me explicar como é essa definição de sedentarismo: passa pela quantidade de movimentos que uma pessoa faz ao longo do dia. Se for insuficiente para queima calórica que promova ação de saúde, então, ela pode ser considerada sedentária. É basicamente uma relação de movimento e calorias.

O sedentarismo é um problema de saúde pública no mundo todo. Já se discute uma pandemia de sedentarismo e não é de agora. E ações concretas não são tomadas para que se minimize o número de pessoas sedentárias. A questão do sedentarismo, como falamos, é de saúde pública, neste sentido, deveria ter a implementação de políticas públicas para a sensibilização  de toda sociedade contra esse grande mal da vida moderna. Com a pandemia e o isolamento social, obviamente, as pessoas ficam mais restritas em casa, o que contribui para um nível elevado de sedentarismo. O home office também estimula tal condição.  

As diretrizes da OMS recomendam, pelo menos, de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a intensa, por semana, para os adultos. Quanto menos movimento fazemos, mais exposto estamos a todos os tipos de patologias, inclusive com piora da imunidade.  

Uma dica: o ideal é caminhar pequenas distâncias ao longo do dia de forma repetitiva. Que tal deixar o carro em casa e ir na padaria caminhando? Será que subir quatro lances de escadas no seu prédio, seria exigir muito de você?

Vamos tornar o movimento um hábito, vá no seu ritmo. É sempre importante ter acompanhamento médico, do nutricionista e profissional de educação física.

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SAÚDE EM PÍLULAS

Covid-19 - Alteração nos sentidos do olfato, paladar, audição (perda, zumbido, tontura) e visão são alguns dos comprometimentos investigados que podem ser causados pela COVID 19. Esses sintomas devem ser diagnosticados e tratados, o quanto antes, para evitar sequelas mais duradouras. "De maneira geral, quando se fala em Covid-19, logo vem à mente febre, tosse seca e problemas respiratórios. Mas não podemos esquecer que as manifestações oculares (conjuntivite viral, lesões na retina) e as alterações de olfato, paladar, tontura e zumbido também estão associadas não só aos sintomas, mas às sequelas deixadas pela doença”, esclarece a médica otorrinolaringologista, Kátia Virgínia.

Acne - Independentemente da idade da pessoa a acne é uma doença que precisa ser tratada. Espremer e cutucar espinhas devem ser evitados, assim como o uso de produtos caseiros ou desconhecidos. Essa pequena lesão no rosto, pode ser persistente podendo cicatrizar lentamente. Mas, muitas vezes, quando começa a melhorar, outras aparecem de novo. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 80% dos casos de pessoas que apresentam a doença está na fase da adolescência, pois o surgimento dessas lesões está ligado aos hormônios femininos e masculinos. “A acne provoca o aumento da produção sebácea e deixa os poros obstruídos, o que contribui para proliferação de bactérias”, explica a dermatologista, Regina Sales. Os hormônios são os principais responsáveis pelas alterações causadas na pele, como o aumento de oleosidade que gera espinhas e cravos espalhados por todo rosto.  Para evitar o surgimento indesejado dessas lesões, a dica é começar por uma alimentação saudável e balanceada.

O uso de açúcares e adoçantes no controle da diabetes

AçucarAçúcar x adoçante - Foto: Canva

Quando se fala em alimentação para diabéticos ainda são muitas as dúvidas sobre o que pode ou não comer para manter o equilíbrio dos níveis glicêmicos. Mas,  conclui-se previamente que a pessoa diabética será proibida de consumir açúcar para o resto da vida. Felizmente essa ideia não passa de um equivoco, pois a sacarose, consumida de forma balanceada, não interfere no equilibrado dos níveis de glicose do sangue. A sacarose pode ser comparada a qualquer outro carboidrato, no entanto, precisa ser liberada dentro de um plano alimentar saudável e equilibrado.  De acordo com a professora de nutrição do Centro Universitário Universo, Tarciana Lima, os adoçantes dietéticos são compostos químicos naturais ou artificiais liberados pela Anvisa na década de 80 como substitutos da sacarose. Sua finalidade é ofertar  menos calorias desse carboidrato, afim de controlar a glicose na corrente sanguínea, para os pacientes diabéticos. “Os adoçantes são liberados pela Anvisa em quantidades diárias aceitáveis para o organismo humano e esta quantidade deve ser informada ao consumidor na embalagem do produto, sinalizada na porção dia”, explica.

OPINIÃO – PALAVRA DO ESPECIALISTA

Coração: especialista alerta sobre cuidados no Dia Mundial de Prevenção e Combate à hipertensão

Médico Heitor Medeiros: Médico Heitor Medeiros: “configura-se pressão alta maior ou igual a 140x90 mmHg” - Foto: Divulgação

O dia 26 de abril, hoje, é marcado pelo Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A pressão alta é uma doença crônica multifatorial e assintomática, além de ser o principal fator de risco para doenças cardiovasculares. Sua incidência vem aumentando nos últimos anos por causa de hábitos sedentários, obesidade, estresse e consumo excessivo de sódio. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 600 milhões de pessoas tenham Hipertensão Arterial (HA), com crescimento global de 60% dos casos até 2025, além de cerca de 7,1 milhões de mortes anuais. No Brasil, estima-se que mais de 30% da população seja hipertensa. Diferente do que muitos pensam, sintomas da hipertensão já podem ser sinais de complicações. Pela diretriz brasileira 2020, numericamente configura-se pressão alta maior ou igual a 140x90 mmHg. Essa doença é mais comum em idosos e nas mulheres pós menopausa. Porém, a hipertensão pode surgir desde a infância, sendo fundamental o acompanhamento para evitar complicações. Sintomas como tontura, falta de ar, palpitações, dor de cabeça frequente e alteração na visão podem ser sinais de alerta para alteração na função de bombeamento do sangue, entretanto, a hipertensão geralmente é silenciosa, por isso é importante a medida regular da pressão arterial. Existem fatores ambientais e genéticos, este último impossíveis de modificar.  Já os ambientais, estão relacionados à obesidade, estresse, sedentarismo e alimentação. É sabido que a ingestão de sal em excesso está relacionada com aumento do risco da hipertensão, assim como a falta de exercícios. O tratamento da hipertensão tem sido associado com cerca de 40% da redução de acidente vascular cerebral e cerca de 15% de redução de infarto agudo do miocárdio, por isso são recomendados pela OMS o diagnóstico precoce e o monitoramento populacional com hipertensão.  Na grande maioria dos casos, a hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada. Nem sempre o tratamento significa o uso de medicamentos, sendo imprescindível a adoção de um estilo de vida mais saudável, como mudança de hábitos alimentares, redução do consumo de sal, atividade física regular, não fumar, consumo de álcool com moderação, entre outros. Além disso, é fundamental o acompanhamento médico já que a hipertensão é uma doença, na grande maioria das vezes, assintomática e quando tratada e acompanhada, diminui o rico de infarto, AVC e morte.

Heitor Medeiros é cardiologista e hemodinamicista da MedInterv/Real Cardiologia
CRM: 6589
RQE: 53
Instagram: @medinterv

 

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