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Pesquisa aponta que 71% dos brasileiros usam redes sociais como fonte de informação

De acordo com o estudo da Kaspersky, brasileiros cuidaram da saúde embasados nas redes

Entre os entrevistados, as mulheres brasileiras (72%) apresentaram maior predileção pelas plataformas sociais - Freepik

Pesquisa divulgada pela empresa de cibersegurança Kaspersky apontou que sete em cada dez internautas brasileiros, com idades entre 20 e 65 anos, recorreram às redes sociais para se informarem nos últimos 12 meses. O número faz parte do estudo "Infodemia e os impactos na vida digital", feito pela companhia em parceria com a empresa de pesquisa Corpa.

A pesquisa foi desenvolvida com usuários de dispositivos móveis (smartphones e tablets) de seis países da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. A amostra foi distribuída entre grupos etários de 20 a 35 anos, 36 a 50 anos e 51 a 65 anos.

Entre os entrevistados, as mulheres brasileiras (72%) apresentaram maior predileção pelas plataformas sociais em comparação com os entrevistados masculinos (70%). O estudo também apontou que o Brasil é o país que mais consome notícias, entre os lugares pesquisados, e onde a imprensa mais ajudou os usuários na hora de decidirem sobre os cuidados contra a Covid-19. 

De acordo com o estudo da Kaspersky, 83% dos brasileiros cuidaram da saúde embasados em informações que leram nas redes sociais, e 88% disseram ter utilizado as redes sociais para manterem-se informados sobre o funcionamento de serviços (públicos e comerciais) durante a pandemia.

Atenção para os ciberataques
Por conta do aumento do uso das redes durante a pandemia, os especialistas da empresa apontaram também um crescimento na quantidade de golpes online. "Quanto mais gente conectada em um serviço ou plataforma, mais atrativa ela será para os cibercriminosos", afirma Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky, no Brasil. 

Ele relembra que, no início do isolamento, houve um "boom" dos ataques de phishing, quando o criminoso finge ser uma pessoa ou empresa conhecida para conseguir dados, sendo o principal golpe disseminado nas redes. "Isso ocorreu porque os serviços online se tornaram a única opção para muitas pessoas que precisaram ficar em casa. Outro grande exemplo são os golpes para roubar o WhatsApp, que divulgamos há alguns meses", avalia o especialista.

Segundo dados do Panorama de Ameaças na América Latina, as mensagens fraudulentas atingiram 15,4% dos internautas brasileiros nos primeiros oito meses deste ano. "Por isso é importantíssimo entender como nosso comportamento digital está evoluindo e avaliar os novos riscos que estamos enfrentando. Com certeza, o melhor cenário é aquele que temos internautas com educação digital, mesmo que básica, e tecnologias para garantir a diversão e os benefícios das inovações", ponderou.

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