Cidadania ativa resgata empoderamento, orgulho e zelo das comunidades nos morros do Recife


O exercício ativo da cidadania no Recife começou com o ‘Mais Vida nos Morros’, um projeto em que o morador participa desde a criação das soluções urbanas e ambientais até o momento de colocar a mão na massa e usufruir do seu bairro e da sua cidade.

 

A Aurora se identificou bastante com os ideais e a proposta do Programa e foi conhecer de perto. Nossa equipe foi especificamente até a comunidade do Burity, no bairro da Macaxeira, Zona Norte do Recife. Lá conversamos com a população local, inclusive com as crianças, para saber o resultado dessas ideias inovadoras que levam cores para as vidas da comunidade nos morros.

“Essas atividades criam um engajamento e dedicação entre a gente. Faz com que o cidadão queira melhorar sua comunidade. A partir dele, planejamos e montamos estratégias que unem as atuações do poder público e da população daqui”, comentou o morador Felipe Barbosa. 

Para o secretário-executivo de Inovação Urbana do Recife, Túllio Ponzi, o Mais Vida nos Morros virou símbolo do protagonismo comunitário recifense. “O Mais Vida nos Morros veio dá luz para nossas comunidades através das cores. Nossas comunidades foram esquecidas por décadas, mas com ele é possível mostrar que essas comunidades existem. Existem com seus problemas, mas com muitas oportunidades”, complementa.

A Aurora foi entender um pouco mais também sobre o ‘Recicla Mais’ (foto), que chega como um marco na construção de uma mudança de comportamento entre os recifenses. Entre os objetivos do programa está a transformação de lixo em utensílios domésticos, reduzindo a poluição no Recife. 

São vasos, fruteiras, saboneteiras e mobiliários produzidos a partir do lixo separado pela própria população local. As ações de conscientização levam os moradores a perceberam a riqueza que existe no material que iria ser descartado e que é transformado em soluções urbanas para o seu mundo.

Confira o vídeo que gravamos com edição de Guilherme Paiva, da Go Network.