Empresas mundiais se comprometem com a justiça racial e de gênero no ambiente de trabalho durante o 'Fórum Econômico Mundial'

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Mulheres protestam contra desigualdade e preconceito no ambiente de trabalho

Os principais líderes mundiais participam de grande evento online para debater os problemas globais mais urgentes em busca de soluções. Todos os anos o encontro, denominado 'Fórum Econômico Mundial', é realizado em Davos, na Suíça, no final de janeiro. Na lista dos líderes que confirmaram a presença, o presidente Jair Bolsonaro não faz parte.

Confirmados

Já o vice-presidente Hamilton Mourão participará, amanhã, de discussão sobre a proteção da Amazônia. O Brasil também estará presente com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que falará sobre como restaurar o comércio internacional após os impactos da pandemia; e o governador de São Paulo, João Dória, que participará de painel sobre como repensar as cidades no pós-pandemia.

Agenda de Davos

No entanto, por conta da pandemia, desta vez ocorre virtualmente, a 'Agenda de Davos'. Nesse encontro, que segue até sexta-feira, a ideia é reconstruir a confiança e estabelecer os princípios, políticas e associações necessárias para 2021. O evento reúne líderes empresariais, governamentais e da sociedade civil, meios de comunicação globais e líderes juvenis da África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América Latina e América do Norte.

Empresas

Na abertura, ontem (25), os participantes chamaram a atenção para a responsabilidade de empresas e de seus executivos no combate à desigualdade. Nesse ponto, uma empresa modelo é a Ernest & Young, que focou primeiro em programas para mulheres e negros e depois evoluiu para a comunidade LGBTQ+ e para pessoas com deficiência. 
 
Justiça Racial

Nessa segunda-feira, o Fórum também lançou a coalizão 'Partnering for Racial Justice in Business' (Parceria para Justiça Racial nos Negócios), na qual 48 grandes empresas, se comprometem a melhorar a justiça racial e étnica no ambiente de trabalho. O objetivo da iniciativa é erradicar o racismo em ambientes corporativos e definir novos padrões globais para a igualdade racial nos negócios.

Gigantes

Entre as empresas estão gigantes como Google, LinkedIn, Facebook, Uber, Microsoft, PayPal, Coca-Cola, Pepsico, Nestlé, Mastercard, P&G, Unilever e Johnson & Johnson, mas infelizmente, não há nenhuma empresa brasileira entre as participantes. As companhias que compõem a coalizão empregam globalmente mais de 5,5 milhões de funcionários. 

Coletivo

Todas elas se comprometeram a tomar atitudes práticas no dia a dia de suas corporações, como incluir justiça racial e étnica nas agendas de seus conselhos, tomar ao menos uma ação expressiva sobre o tema, além de definir uma estratégia a longo prazo para se tornar uma organização antirracista. A coalizão do Fórum Econômico Mundial inclui também uma plataforma para que as organizações defendam coletivamente uma mudança inclusiva nas políticas empresariais.

Ambiente de trabalho

Com apenas 1% das 500 maiores empresas lideradas por presidentes-executivos negros, a necessidade de combater a sub-representação racial nos negócios é urgente e óbvia. “Para projetar ambientes de trabalho racialmente e etnicamente justos, as empresas devem enfrentar o racismo em um nível sistêmico, abordando não apenas a mecânica estrutural e social de suas próprias organizações, bem como o papel que desempenham em suas comunidades e na economia como um todo”, afirma a diretora do Fórum Econômico Mundial, Saadia Zahid.  


Paridade de gênero

Já no painel, 'Colocando a paridade de gênero no centro da recuperação', Elizabeth Moreno, ministra de equidade de gênero da França e Ann Linde, ministra de relações exteriores da Suécia, falaram sobre a importância de programas estatais voltados a mulheres. “Em crises, a perspectiva de gênero é a primeira coisa a ser desconsiderada. Temos uma recessão para meninas e mulheres”, disse Linde.

Cingapura
A previsão é que o Fórum Mundial de 2021 - no formato presencial - ocorra entre os dias 13 e 16 de maio, em Cingapura. Nesta 51ª edição, a conferência abordará a recuperação mundial após a pandemia de COVID-19. Com o slogan 'The Great Reset' (O Grande Reinício), terá sete temas: Como salvar o planeta, Economias mais justas, Tecnologia para o bem, O futuro do trabalho, Futuros mais saudáveis e Mais além da geopolítica.
 
 
 

 

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