Novo Guia orienta o exercício do lobby para garantir uma política de ética e transparência

A falta de regras claras para o exercício do lobby faz com o que a atividade exercida pelos profissionais de Relações Institucionais e Governamentais - RIG seja frequentemente associada à corrupção e ao tráfego de influência. Enquanto a PL 1.202/2007, que regulamenta a atividade de RIG no Brasil, espera aprovação, a Associação Brasileira de Relações Internacionais e Governamentais - Abrig, dá um importante passo para reforçar a defesa da legalidade da prática e proteger a categoria de lobistas contra a atuação de práticas corruptoras e ilegais. 

Guia

Em parceria com a ABNT, a Abrig lançou uma espécie de guia com Práticas Recomendáveis. O objetivo é estabelecer uma política de ética e transparência nas relações entre profissionais, empresas e o setor público. O documento, baseado na experiência de organizações brasileiras e internacionais, além de ser destinado aos profissionais e organizações que atuam na área de RIG, também servirá de referência para governos e sociedade.

Integridade

O Guia conta com orientações e regras pelas quais os profissionais devem se guiar, a fim de que seja estabelecida uma cultura de integridade nas relações entre o poder público e a iniciativa privada. "A elaboração desse material é uma grande conquista para todos os profissionais da área. Nós percebemos uma demanda crescente por práticas éticas e transparentes e entendemos que isso faz parte do amadurecimento da atividade, e da nossa busca constante por respeito à nossa atuação", destaca a presidente da Abrig, Carolina Venuto (foto).

Discriminação

Virou polêmica o processo seletivo exclusivo para negros que a Magazine Luiza começou a oferecer, na semana passada. A seleção foi aberta depois da pesquisa do Insper que revelou a alta discriminação contra negros e mulheres no acesso a empregos bem remunerados ou a posições de destaque dentro das empresas. Na pesquisa, foi revelado que um homem branco chega a ganhar em média quase 160% a mais do que uma mulher negra, mesmo quando ambos são formados em universidades públicas ou dentro de uma mesma profissão.

Constituição Federal
No entanto, a juíza do Trabalho Ana Luiza Mendonça, afirmou em seu perfil no Twitter que o programa de trainee 2021 do Magazine Luiza é inadmissível. Depois disso, inúmeros comentários e opiniões surgiram. Em seu perfil, a magistrada deu ênfase no art. 5º, que cita "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,  garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade".

Pioneiro
Em contrapartida, na divulgação da empresa sobre o programa, a loja explicou o porquê do processo exclusivo. "O objetivo é trazer mais diversidade racial para os cargos de liderança da companhia, recrutando universitários e recém-formados de todo Brasil, no início da vida profissional", informou o comunicado. Atualmente, o Magazine Luiza tem em seu quadro de funcionários 53% de pretos e pardos. Mas apenas 16% deles ocupam cargos de liderança. O programa é o primeiro exclusivo para negros no Brasil.

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