Pela primeira vez, uma mulher negra vai concorrer à vice-presidência nos EUA

A senadora Kamala Harris foi a escolhida para ser a vice do candidato Joe Biden, que concorre à presidência dos EUA. Por lá, as mulheres são 55% do eleitorado americano. Entre os eleitores negros, o ex-vice de Barack Obama tem quase 80% da preferência. Biden está, em média, 20% à frente de Trump. 

Mulheres na política

Harris será a terceira candidata à vice-presidente na história dos EUA, após Geraldine Ferraro em 1984 e Sarah Palin em 2008, quatro ano depois de Hillary Clinton se tornar a primeira candidata à presidência. 

Reformas

Kamala é senadora desde 2017, foi procuradora na Califórnia de 2004 a 2011 e concorreu pela nomeação democrata à presidência dos EUA, inclusive contra Biden. Como congressista, Harris defendeu reformas no sistema policial dos EUA, com foco no racismo dentro das forças de segurança.

Racismo I

Kamala aposta no seu apelo entre progressitas e moderados para vencer Trump. Ela é hoje a mais conhecida entre as mulheres negras na política americana, a única no Senado, com bandeiras que vão desde a reforma da polícia até o corte de impostos da classe média.

Racismo II

A morte de George Floyd impulsionou propostas para alterar nomes de locais de estátuas que celebram exploradores, monarcas e opressores na África. Após as manifestações, que começaram nos EUA  e se espalharam pelo mundo, Uganda, Quênia e Senegal já mudaram ou têm propostas para trocar o nome até de locais conhecidos, como o Lago Vitória, um dos maiores do planeta.

Descolonização

Os parlamentares também sugerem a reforma do currículo escolar e a instituição de uma regulamentação para fazer a troca de nomes a partir de discussões com a sociedade civil. A ideia do movimento é começar com a liberação da mente dos povos africanos para que trabalhem em direção à descolonização econônomica e política. 

 

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