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E os legítimos valores políticos?

Eleição brasileira é primeira etapa de plano mundial. Enfraquecer Lula significa fragilizar a economia do país criando clima de instabilidade. Incluindo o Brasil nos tarifaços

Eleição brasileira é primeira etapa de plano mundial. Enfraquecer Lula significa fragilizar a economia do país criando clima de instabilidadeEleição brasileira é primeira etapa de plano mundial. Enfraquecer Lula significa fragilizar a economia do país criando clima de instabilidade - Mandel Ngan/AFP

Há uma estratégia geral. Fortalecer a extrema direita internacional. Que fincou raízes com a vitória de Donald Trump. E cresce na Europa húngara, polonesa, italiana, portuguesa. Eduardo e Flavio Bolsonaro não orientam Washington. Eles são comandados pela extrema direita internacional. Eduardo e Flavio Bolsonaro não representam o Brasil. Eles são agentes da extrema direita. Esta é a história completa do clã. Miliciano. Misógino. O patriarca não aceita sequer a própria mulher como candidata a presidente da República.

Eleição brasileira é primeira etapa de plano mundial. Enfraquecer Lula significa fragilizar a economia do país criando clima de instabilidade. Incluindo o Brasil nos tarifaços. Depois, reduzir a credibilidade de instituições locais, pelo ataque ao PIX; atacar políticas públicas diminuindo credibilidade e grau de influência do Brasil no continente; e confrontar política do meio ambiente.

A derrota de Lula é essencial para o secretário de Estado, Marco Rubio. Ele declarou: “Temos nações amigas na América Latina. Mas o Brasil é uma exceção. O Brasil não é amigável”. Na concepção de Rubio, reduzir o prestígio do Brasil no continente é fundamental. Para a estratégia global da extrema direita.

O Brasil é a décima economia do planeta. Tão relevante é a qualidade de atuação no cenário global. Primeiro, na participação em instituições como a Organização Mundial do Comércio – OMC. E em blocos econômicos, como o BRICS. Em segundo lugar, crescente presença brasileira no comércio global, nas commodities. Contribuindo para ampliar a oferta de alimento à população mundial. E terras raras (grande reserva do material). E em terceiro lugar, atuação concreta do Brasil na política financeira, exemplo do PIX. Superior a oferta de empresas de cartão de crédito.

Na perspectiva dos Bolsonaro, a erosão política aumenta. Começou na província, nas denúncias de prática de rachadinha. Condecoração de milicianos chegados ao senador Flavio Bolsonaro. Continuou em Brasília, com o pedido do senador ao dono do Master. Para bancar financiamento de filme sobre a vida de seu pai. Prosseguiu em Washington. Com apoio ao tarifaço de Trump. Esforço contra a economia brasileira. Trabalhando para que os Estados Unidos introduzissem o conceito de terrorismo na relação comercial com o Brasil.   

A extrema direita trabalha o fracasso das democracias liberais. Fracasso político, como na Itália. E fracasso econômico, como na Argentina. O fracasso dos regimes liberais vem sob forma de desemprego, incerteza. E tensão psicossocial. Dando oportunidade a que a retórica da extrema direita sensibilize parcelas crescentes da população. Começando na juventude. Querendo emprego que não existe.

Isto acentua para o eleitor brasileiro o aspecto político. É que a direita brasileira foi ocupada. Interditada. Pela extrema direita bolsonarista. Acabou-se o discurso político liberal. O que se debate agora são costumes. Por que? Porque é a porta que abre espaço aos extremismos: violência (licença para armar e não amar), migração, religião e família (proibição absoluta para abortar e não abordar o estuprador).

Também no aspecto moral. Na crise em que se meteram setores da política brasileira. Inclusive o Senado Federal. Por causa da fragilidade de duas gestões na presidência da República: começou com a falta de apetite de Jair Bolsonaro. Que entregou a Casa Civil e o governo ao senador Ciro Nogueira (o verbo e a verba). De que decorreu o fatiamento do orçamento da União entre os parlamentares.

Tentativa de fragilizar Executivo continuou com Lula. Pela fadiga na perícia de administrar. Cansaço. Difícil exercitar a imaginação. Com Lula e elos de ideologismo, piora a coisa. Lula 3 repete Lula 1. O Brasil está em 2026. Restauremos os valores políticos legítimos. Política não é mundo ideal. Mas cabe nos limites de invenção possível. Honrosa. Decente.              

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