“Toda Luz Que Não Podemos Ver”: Uma clássica história de amor e esperança em meio à guerra

Adaptação é baseada no romance homônimo de Anthony Doerr, vencedor do Prêmio Pulitzer

Aria Mia Loberti interpreta Marie-Laureé em "Toda Luz Que Não Podemos Ver", da Netflix. - Divulgação/Netflix

Baseada no romance homônimo de Anthony Doerr, vencedor do Prêmio Pulitzer, “Toda Luz Que Não Podemos Ver” estreou em outubro no formato de minissérie (quatro episódios) disponível na Netflix. Assim como o livro, a adaptação trata-se de uma obra comovente, que emociona, a partir de uma história de amor, fantasia, esperança e perseverança em meio à guerra.

A trama é ambientada na Segunda Guerra Mundial e entrelaça personagens complexos, construindo uma prosa poética que acaba nos oferecendo uma visão única sobre a natureza da humanidade em tempos de conflito. A história acompanha a trajetória de dois jovens de origens opostas que se aproximam na cidade de Saint-Malo, França. Marie-Laure Leblanc (Aria Mia Loberti), uma jovem francesa cega que transmite códigos para a inteligência aliada, e Werner Pfennig (Louis Hofmann; o Jonas, de “Dark”), um adolescente alemão com um talento especial para construir e consertar rádios e transmissores, é enviado para Saint-Malo para localizar transmissões clandestinas. Os dois começam a se conectar, apesar de suas diferenças.

Emocionalmente, a minissérie é uma obra poderosa. Marie-Laure é uma personagem cativante e inspiradora, que ensina sobre a importância da esperança, da coragem e da resiliência; uma Anne Frank dos tempos modernos; mas com final feliz! Werner é um personagem complexo e multifacetado, que guarda traços fortes da natureza humana, do bem e do mal, aflorados em tempos de guerra.

Historicamente, a minissérie é “apenas” uma obra bem plantada. Dá pra perceber que o roteiro é baseado em uma pesquisa correta, mas frágil, e retrata de forma bem estruturada os eventos da Segunda Guerra. Nesse contexto, abordando temas como o nazismo, o racismo e o genocídio.

Narrativas e atuações

Destaque para a atuação irretocável de Aria Mia Loberti: ela coloca em cena um trabalho artístico realista acerca da deficiência visual da personagem Marie-Laureé; assim como de forma impressionante ela demonstra usar os demais sentidos para se orientar no mundo e como ela desenvolve uma visão interior forte e criativa. 

Hugh Laurie (Etienne) e Mark Ruffalo (Daniel) são "estrelas" nesta obra. Apesar de suas atuações simplistas. Laurie é particularmente convincente nas cenas em que Etienne está tendo flashbacks da Primeira Guerra Mundial. Mas ambos são essenciais para o andamento da série. 

Por fim, a minissérie é bem produzida, desenvolvida e escrita por Steven Knight, que criou "Peaky Blinders", "Taboo" e "See", e dirigida por Shawn Levy, conhecido por comédias como a trilogia "Uma Noite no Museu", mas que também comandou "Gigantes de Aço" e "O Projeto Adam". A trilha sonora é emocional e a fotografia belíssima, que captura a beleza da França e da Alemanha durante a guerra. Assista ao trailer:

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