Manutenção preventiva do carro contribui para economia no bolso e duração do veículo

Cuidados mecânicos são necessários - Pixabay

Manter um veículo usado ou seminovo exige bem mais que apenas troca de óleo e abastecimento. Com o tempo e desgaste, as peças vão precisando de revisões e periodicamente, algumas necessitam de troca. De forma geral, duas palavras podem fazer a diferença no bolso dos motoristas a longo prazo: manutenção preventiva. Além disso, o veículo poderá ter uma duração melhor com os cuidados constantes. 

Nos carros onde há uma condição severa de uso, como ocorre com carros de locadora, taxistas e motoristas por aplicativo, as trocas e revisões podem ser feitas a cada seis meses. “O uso do carro que define o prazo. Gosto de recomendar as revisões a cada seis meses, pois penso em prevenir eventuais problemas”, explica o especialista em mecânica automotiva do Senai Pernambuco, Marcelo Farias.

A respeito dos fluidos dos veículos, como o óleo lubrificante do motor, fluido de direção hidráulica, fluido de arrefecimento do radiador, fluido de freio e óleo de transmissão da caixa de marcha, o prazo dependerá da quilometragem. “Em carros com óleo sintético ou semi sintético, a durabilidade média varia entre 7 mil e 10 mil quilômetros. Sendo assim, não há como prever em meses ou dias o prazo de troca”, ressalta Farias.
 

Ainda de acordo com o especialista, para os motoristas que utilizam o carro de forma mais ocasional, ainda assim será preciso realizar a troca dos fluidos anualmente. “Para quem usa pouco o carro, o cenário é de um ano para troca dos óleos lubrificantes. É que as propriedades podem sofrer oxidação, pois o mesmo não trabalhou na temperatura ideal e o tempo de rodagem foi pequeno. Com isso, se não rodar, os fluidos não aquecem e podem oxidar ou mesmo virar graxa”, detalha.

Com relação aos pneus, a recomendação de Farias é que o condutor procure fazer um alinhamento e balanceamento a cada seis meses. Além disso, uma cambagem pode ser necessária. “Se o pneu estiver desalinhado pode desgastar de forma prematura. O correto é que toda a banda de rodagem do pneu esteja em contato com o solo. A cambagem vai corrigir os pneus, caso algum deles esteja fora de inclinação”, explica.

Um outro ponto importante é sempre verificar as pastilhas de freio do carro. “Normalmente, o item costuma ter uma vida útil de 10 mil a 15 mil km, nos veículos de câmbio manual. Já os carros automáticos, a pastilha pode durar menos. Na medida em que o freio acaba sendo mais usado. Como o carro acelera até um certo ponto sem precisar pisar no pedal, existe uma tendência em o pé direito sempre ficar no freio, causando um desgaste maior nesse tipo de carro”, afirma o especialista. 

Por outro lado, alguns componentes possuem uma vida útil um pouco maior, como exemplo da embreagem, que costuma dar defeito a partir dos 50 mil km. “Quando a embreagem está baixa, o carro patinando, isso demonstra que ela precisa ser trocada”, explica. 
 

De forma geral, Farias alerta para as manutenções preventivas, ao invés das corretivas, que acabam saindo mais caro no bolso dos motoristas. “A grande falha do brasileiro é consertar o carro apenas quando quebra e deixar tudo para última hora”, conclui. 

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