Apneia do sono pode trazer prejuízos a curto e a longo prazo; saiba quais são

O problema afeta cerca de 30% da população adulta no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde

O indivíduo que sofre da apneia obstrutiva do sono acorda cansado, fadigado e mais suscetível ao estresse - Melissa Fernandes/Folha de Pernambuco

Quem nunca levantou da cama com a sensação de ter acordado mais cansado do que estava quando foi dormir? A ausência de um sono reparador pode acontecer por vários motivos, e um deles é a apneia do sono.

O problema afeta cerca de 30% da população adulta no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, e é o segundo distúrbio que mais atrapalha o sono dos brasileiros — ficando atrás apenas da insônia.

Para Alberto Monteiro, otorrinolaringologista do Hospital Jayme da Fonte, a apneia do sono é uma espécie de parada na respiração. "Ocorre a interrupção da respiração por um bloqueio na via aérea superior", explica.

Ainda de acordo com o médico, a pessoa que tem a apneia não costuma perceber, já que o problema acontece enquanto ela está dormindo. "Quem percebe é quem dorme junto, porque vê que a pessoa está respirando e roncando, quando, de repente, há uma parada na respiração, que pode durar segundos ou até minutos. E logo em seguida a pessoa volta subitamente a respirar normalmente."


Sinais do distúrbio

Além do ronco, que é um incômodo para quem está dormindo perto, a apneia também gera consequências negativas para o próprio portador do distúrbio. Segundo a pneumologista Bruna Rocha, o indivíduo que sofre da apneia obstrutiva do sono acorda cansado, fadigado e mais suscetível ao estresse, sendo esses os efeitos a curto prazo.

"A longo prazo, a apneia do sono pode trazer altos níveis de tensão e aumentar o risco cardiovascular das pessoas, ou seja, tem associação com doenças cardíacas", alertou a médica. "Todos esses sintomas servem de alerta, mas é um exame chamado polissonografia que confirma o diagnóstico do distúrbio", emendou Rocha.

Bruna Rocha, pmeumologistaBruna Rocha, pneumologista - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Dentre os fatores de risco que podem tornar o corpo mais propício para o distúrbio, a pneumologista elenca a obesidade, o tabagismo e o excesso de bebidas alcóolicas.

"Você controlando essas questões, já é um grande passo para amenizar a apneia", comenta Bruna, mas enfatiza que há casos em que um tratamento mais específico é necessário.

Tratamento

"Existem também cirurgias corretivas no sentido de odontologia, existem aparelhos odontológicos para isso também; algumas correções com a equipe do otorrino, por exemplo o desvio de septo; e o CPAP", cita.

Esses tratamentos não acontecem em forma de fluxograma, como se um dependesse do outro. Existem pacientes que vão precisar apenas de um e outros que vão precisar das três modalidades juntas.

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