Carnaval 2026: aglomeração na folia pode ser fator de risco para amigdalites e faringites
Desconforto na garganta está entre sintomas mais comuns para as duas infecções
Faringite e amigdalite são duas patologias que atingem a região da garganta com inflamação dolorosa. Elas podem impactar diretamente a rotina de um paciente, gerando placas brancas de pus, dor, desconforto, dificuldades para engolir ou falar, além de febre e tosse.
Segundo o Ministério da Saúde, a amigdalite se divide em dois tipos: bacteriana e viral. No primeiro caso, resulta em úvula inchada, amígdala avermelhada e inchada, pontos amarelados, garganta avermelhada e língua com saburra branca, amarelada ou acinzentada. Já a viral deixa a amígdala avermelhada e inchada e a garganta avermelhada.
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Aglomeração
Flávia Rafaela Gomes, otorrinolaringologista do Hospital Jayme da Fonte, explica que, durante o período do Carnaval, essas infecções se proliferam devido ao aumento da aglomeração de gente na folia e compartilhamento de itens.
“Nesse período, aumentam os compartilhamentos de talheres, copos e beijos. As pessoas se expõem mais a ambientes fechados, com mais fumaça e com mais produtos que podem irritar a via respiratória. Isso termina facilitando a contração/contágio dessas doenças”, detalha a especialista.
Líquido do estômago
O surgimento de amigdalite e faringite, bem como de outras patologias como laringite e rinossinusite também pode ser causado por problemas como o refluxo gastroesofágico (retorno do líquido do estômago para a garganta). Ele contém fatores que contribuem para irritação e mudam a acidez na área, facilitando a multiplicação de microrganismos que causam as inflamações.
Sintomas
Inicialmente, amigdalite e faringite apresentam desconforto na região da garganta, mas posteriormente, esses sintomas aumentam e podem envolver o trato nasal.
“Pode vir junto também com uma coriza e pode evoluir também para quadros mais intensos. Normalmente são sintomas mais relacionados à deglutição e ao desconforto para engolir. Nos casos virais, o paciente vai ter que esperar o problema passar, porque o vírus tem um ciclo de vida. Contudo, é importante manter a hidratação, alimentação adequada e dormir bem”, complementa a otorrinolaringologista.
Já nos casos bacterianos, de acordo com Flávia Rafaela Gomes, o tratamento médico pode indicar uso de antibióticos, mas somente um profissional de saúde vai poder distinguir o quadro do paciente.
“Para poder evitar e para se prevenir, as dicas são: hidratação, dormir bem, lavar bem as mãos e tentar evitar o compartilhamento dos itens anteriormente citados. São as coisas que a gente tem mais controle, em relação a essa época de festa”, finaliza.
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