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Carnaval 2026: chegada da folia reforça alerta para ISTs

Urologista fala sobre tema, que aumenta preocupação nessa época

Homens precisam procurar urologista, em caso de sintomasHomens precisam procurar urologista, em caso de sintomas - Freepik

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É chegado o período carnavalesco e nesta época aumentam os casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Segundo o Ministério da Saúde, elas ampliam em até 18 vezes as possibilidades de infecção pelo vírus HIV que é causador da Aids.

Geralmente, essas patologias causam lesões nos órgãos genitais, aumentando a vulnerabilidade das pessoas. A depender de qual seja a IST, alguns casos podem gerar malformações de feto e, inclusive, levar ao óbito, entre outras complicações.

O urologista do Hospital Jayme da Fonte, Renato Leal, reforça que a infecção mais recorrente nos pacientes que ele atende é a candidíase, que também é conhecida como balanite, provoca uma infecção invasiva do sangue e tem sido diagnosticada frequentemente em unidades de terapia intensiva (UTIs), devido ao aumento do número de pacientes imunocomprometidos e com graves doenças de base.

“Todas essas doenças sexualmente transmissíveis aumentam mais nesse período. Então, é sempre importante tomar bastante cuidado. Tem algumas patologias que a pessoa não sente nada. Alguns sintomas aparecem logo de imediato, outros demoram mais para aparecer. O ideal é que, se a pessoa teve relação, a camisinha estourou ou estava desprotegida, é sempre bom procurar um médico para fazer exames”, explica o médico.

Sintomas
O urologista indica que as IST’s vão apresentar diversos sintomas que vão atingir, principal e fortemente, a região íntima do paciente que vai sofrer com fortes dores. É recomendável que, ao sentir as primeiras diferenças, e pessoa procure um especialista imediatamente.

“O principal sintoma é aquela vermelhidão e o prurido no pênis. Existem algumas outras doenças que apresentam secreção uretral, verrugas no pênis e algumas feridas. As outras patologias como hepatite, Aids, que são mais graves, só ocorrem depois de alguns meses ou anos. Então, é sempre bom fazer exames, em caso de alguma suspeita”, aconselha.

Prevenção
O uso do preservativo é o principal método de proteção contra as infecções sexualmente transmissíveis que Renato Leal indica. Além disso, ele aponta para outros métodos que também podem evitar infecções ao paciente.

“Após a relação sexual, é sempre bom manter uma higiene. Se teve alguma suspeita, alguma relação sexual desprotegida ou que a camisinha estourou, existem outros tipos de prevenção. Muitas vezes é importante ir no posto de saúde para tomar algumas medicações preventivas”, finaliza o urologista.

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