Ebola: febre, dores de cabeça e no corpo estão entre os sintomas
Infectologista explica ação do vírus no corpo humano
O vírus Ebola tem como reservatório natural os morcegos frugívoros, que podem transmiti-lo para humanos, por meio do contato com animais infectados, principalmente grandes primatas, como chimpanzés e gorilas, a partir do contato com o sangue, órgãos ou fluidos corporais.
Ele foi identificado pela primeira vez em 1976, em surtos da Doença pelo Vírus Ebola (DVE) em países africanos, como o atual Sudão do Sul e República Democrática do Congo, perto do Rio Ebola, que nomeia o vírus. Entre os principais sintomas, de acordo com o Ministério da Saúde, estão: febre e/ou calafrios, cefaleia, fraqueza, diarreia e vômitos
Leia Também
• Copa do Mundo 2026 e coração acelerado: quando as palpitações deixam de ser apenas ansiedade?
• Fogueiras x rinite: como tratar problemas respiratórios no período junino?
• Sarampo em adultos pode ser mais grave do que em crianças, alerta médico clínico
Brasil descarta casos
Recentemente, o Brasil descartou dois casos suspeitos da doença em pacientes que vieram da República Democrática do Congo e de Uganda para São Paulo e o Rio de Janeiro, respectivamente. O primeiro testou positivo para meningite e o segundo para malária. O país nunca registrou casos confirmados de Ebola.
“Esse vírus ataca principalmente o sistema imunológico. Ocorre uma resposta inflamatória intensa que, por consequência, acaba acometendo os pulmões, fígado e principalmente os vasos sanguíneos. Perceba que os sintomas são parecidos com os de uma infecção viral. Com o agravamento do quadro, podem evoluir para quadros de sangramento”, detalha o infectologista Cleiton Ramos, do Hospital Jayme da Fonte.
Tratamento
O período de incubação do Ebola varia de dois a 21 dias, mas os sintomas costumam surgir entre cinco e dez dias após a infecção. Após o início dos sintomas, os pacientes tornam-se contagiosos. Entre os primeiros cuidados de suporte precoce, estão a hidratação, controle dos sintomas e medidas de estabilização clínica do paciente.
“Essa patologia não tem transmissão aérea, como ocorre com a covid-19, por exemplo. Claro que, havendo espirros ou tosse de uma pessoa doente, poderá haver a infecção por meio das mucosas dos olhos, da boca e do nariz”, complementa o especialista.
Prevenção
Conforme explica ainda Cleiton Ramos, pessoas que desejam viajar para países africanos que registraram surtos recentes da Doença pelo Vírus Ebola devem fazê-lo apenas se houver necessidade.
“Em caso de necessidade extrema, evite contato próximo com pessoas doentes ou suspeitas, tenha um seguro-saúde e, basicamente, siga todas as recomendações sanitárias daqueles países”, finaliza.
Ouça o podcast



