Esporão no calcanhar: o que é, quais sintomas e como prevenir

Marcelo Torres, ortopedista do Hospital Jayme da Fonte e da SOLB, fala sobre o assunto

Marcelo Torres, ortopedista do Hospital Jayme da Fonte e da SOLB - Paullo Almeida/Folha de Pernambuco

O esporão do calcâneo é uma consequência de uma inflamação da fáscia plantar, tecido que faz união do calcanhar aos dedos do pé, que tem como função a proteção dos tendões. Esse processo de inflamação causa uma calcificação dessa estrutura e é popularmente conhecida como esporão.

“A fáscia plantar é uma estrutura que se origina no calcâneo e se direciona à base dos dedos e tem a ver com a estabilidade do arco plantar longitudinal do pé, que é a cava do pé, então é muito importante para a marcha. No processo de inflamação crônica dessa estrutura, lá na sua origem, então envolve todo um processo de degeneração dessa estrutura, e em último estágio acontece a calcificação que popularmente ficou conhecida como esporão do calcâneo”, explica Marcelo Torres, ortopedista do Hospital Jayme da Fonte e da SOLB.

Em alguns casos, o esporão do calcâneo pode ser assintomático. Mas, na maioria dos casos, pode provocar dor no calcanhar que pode ser bastante intensa e gerar até problemas de mobilidade pela dor ao colocar o pé no chão para andar.

Obesidade, uso de calçados inadequados e sobrecarga nos pés devido a atividades, como corrida ou caminhada excessiva, podem ser alguns fatores que facilitam o desenvolvimento do esporão de calcâneo. Por isso, é importante ficar atento. 

Tratamento

Via de regra, o tratamento conservador produz resultados satisfatórios no tratamento do esporão do calcâneo. Para efeito de diagnóstico, o médico leva em conta as queixas do paciente e os dados obtidos no levantamento de sua história de vida. O objetivo é buscar alívio da dor e o controle do processo inflamatório.

“Quando a gente fala do tratamento conservador, é um tratamento não cirúrgico, que envolve desde a correção desses fatores de risco. Então, se um paciente estiver com sobrepeso, ele é orientado a controlar o peso. Se tem uma atividade laboral ou uma atividade física que demanda muito tempo em pé, corrigir isso. Tem também o uso de medicações, trabalho com a fisioterapia, bem como os cuidados com alongamentos e mobilidade dessa estrutura e o fortalecimento das estruturas intrínsecas do pé. Existe também a terapia por ondas de choques, objetivando estimular uma vascularização dessa estrutura e, em último caso, o procedimento cirúrgico, o que é bastante incomum”, conta o médico.

Para evitar o esporão é preciso evitar os fatores de risco, como ter controle do peso corporal e combater o sedentarismo, mas também ter cuidado com o extremo oposto, com os excessos de corrida ou caminhada.

“Um cuidado especial que deve-se ter é em relação ao uso de calçados. Então, calçados de salto alto, muito comum para as mulheres na atividade laboral, deve ser usado com muita cautela. O salto alto induz a um relaxamento e um encurtamento dessas estruturas do pé e acaba sendo nocivo a médio e longo prazo. Então, as pessoas que demandam esse uso de médio a longo prazo devem ter um cuidado redobrado em relação ao que envolve alongamento, trabalhos de fortalecimento da musculatura intrínseca de tornozelo e pé. A curto prazo, no contexto de uma fase aguda da doença, o uso de salto alto ou de palmilhas ajudam, por induzir o relaxamento dessa estrutura”, finaliza Marcelo Torres.

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