Veja o que diz especialista sobre pedra na vesícula, condição considerada muito comum no Brasil

Anualmente, mais de 2 milhões de pessoas são diagnosticadas com o quadro no país

Médico cirurgião Luiz Loureiro, no Hospital Jayme da Fonte, localizado na Zona Norte da capital pernambucana - Walli Fontenele/Folha de Pernambuco

Alvo de muitas dúvidas entre a população, a formação de pedras na vesícula biliar (cálculo biliar) no corpo humano foi explicada pelo médico cirurgião Luiz Loureiro, do Hospital Jayme da Fonte, localizado na Zona Norte do Recife. Ele também apresentou quais os sintomas mais comuns e a única forma disponível para tratamento. 

No Brasil, a condição é classificada como "muito comum", tendo, por ano, mais de 2 milhões de pessoas diagnosticadas com pedras na vesícula.

De início, o especialista “apresenta” o órgão e a sua função dentro do corpo humano. “É um órgão na forma de um ‘saquinho’, onde a bile é guardada. Quando nos alimentamos, principalmente de gorduras, esse ‘saquinho’ se esvazia, porque tem um mecanismo que faz ele se contrair e essa bile vai para o intestino, ajudar a digestão. A vesícula é, simplesmente, um reservatório de bile”, explica, antes de abordar como e onde acontece o surgimento das pedras.

“De fato, são pedras, verdadeiramente pedras, e que estão dentro da vesícula e podem causar uma série de comprometimentos muito sérios para as pessoas que as têm. Essas pedras se formam quando está sendo feita a produção da bile. Essa bile com excesso de cristais que chegam na vesícula e se depositam, e daí surgem as pedras”, complementa.

Apontando o gênero que tem mais chances de desenvolver pedras na vesícula, entre o feminino e o masculino, o médico revela que em alguns cenários pode não haver sintomas desenvolvidos. “A presença das pedras pode desencadear uma série de problemas, desde problemas que não existem sintomas, então é ‘um achado’, como também que podem ter sintomas de dor e complicações em um nível mais sério, onde precisamos de uma intervenção mais rápida e eficaz. Há uma predominância entre mulheres em relação aos homens, mais ou menos três mulheres a cada homem”, diz.

Em casos sintomáticos, ele diz que o grau de alterações pode variar de leve até gravíssimo. “Além da dor, você pode ter, dentro dos sintomas mais leves, enjoos, náuseas, empachamento na barriga quando você se alimenta, ou, em quadros piores, as pedras podem escapar da vesícula e ficarem presas no canal da bile, impedindo que a bile chegue ao intestino e faça sua função. Também pode ter um quadro de pancreatite, que é bastante grave”, afirma.

Segundo o médico, não existem maneiras de prevenir o aparecimento de pedras na vesícula. Porém, a partir da comprovação do diagnóstico, a mudança no estilo de vida se faz necessária, com base na alimentação.

“Infelizmente, não temos como prevenir esse quadro. Agora, se a pessoa já tiver as pedras na vesícula, deve evitar ter uma alimentação rica em gorduras, para que a vesícula não se contraia”, exemplifica.

Tratar o caso, por sua vez, é possível. Atualmente, o tratamento acontece através por meio da técnica de videolaparoscopia, onde os órgãos podem ser manipulados com pinças. Quando as pedras na vesícula são identificadas, é necessário que todo o órgão seja removido do paciente.

“O único tratamento é a cirurgia. Hoje em dia fazemos a cirurgia minimamente invasiva, sem cortes na barriga da pessoa. Fazemos quatro pequenos furos e em um deles introduzimos uma câmera, para ver lá dentro da barriga através do monitor, e fazer a retirada da vesícula. Não precisamos só tirar as pedras, mas a vesícula toda, porque ficando lá, faz com que novas pedras se formem. Tiramos a vesícula e a pessoa vive normalmente, porque o organismo se adapta”, assegura.

 

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