21º Festival de Dança do Recife começa neste sábado

O evento segue até o dia 29, com produções do popular ao contemporâneo

Balé Popular do Recife continua a comemoração dos 40 anos, hoje, no Santa IsabelBalé Popular do Recife continua a comemoração dos 40 anos, hoje, no Santa Isabel - Foto: Divulgação

 

Começa neste sábado o 21º Festival de Dança do Recife, que ocupará os teatros Santa Isabel, Apolo, Hermilo Borba Filho, Barreto Junior e Luiz Mendonça, além de Paço do Frevo, Torre Malakoff e Praça do Arsenal. Esta edição vem ainda mais enxuta do que a anterior, que já havia passado por reduções. Neste ano, serão dezoito apresentações - seis a menos que em 2015. O evento, promovido pela Prefeitura do Recife, perde também um dia em seu calendário, seguindo até o dia 29 de outubro.

Outra mudança nos rumos do projeto diz respeito a uma mudança de perfil curatorial. O festival deixou de ser internacional e, agora, está mais focado na produção pernambucana. “Essa foi uma solicitação da própria classe artística, durante o encontro anual de artes cênicas”, explica Heloísa Duque, chefe do departamento de dança da Fundação de Cultura Cidade do Recife. 

Os espetáculos presentes na programação foram escolhidos por meio de convocatória. “Tivemos um olhar muito para dentro. Pessoalmente, fiquei muito feliz por ver tantas propostas de dança popular. O quantitativo foi tão grande que resolvemos abrir com o Balé Popular do Recife”, afirma Heloísa. A companhia, que comemora 40 anos de existência, apresenta o espetáculo “Nordeste, a dança do Brasil”, às 20h, no Teatro de Santa Isabel.

A única atração internacional da agenda é o argentino “Un animal dentro de un animal”, do Archipiélago Danza Teatro, que sobe ao palco do Teatro Apolo, às 19h, no dia 24. A Focus Cia. de Dança (RJ) leva ao Teatro Luiz Mendonça, nos dias 25 e 26, às 16h (para escolas) e às 20h (para o público em geral), “Saudade de mim”. A montagem cria um diálogo entre as populares canções de Chico Buarque e as pinturas histórias de Candido Portinari. Já os bailarinos da Camaleão Grupo de Dança (MG) encenam “Traz-humante”, no dia 28, às 20h, no Teatro de Santa Isabel, com direção geral de Marjorie Quast. 

Entre os locais, estão montagens como “Tijolos do esquecimento”, da Acupe Grupo de Dança, e “Segunda pele”, do Coletivo Lugar Comum. As entradas custam R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada), mas também há opções gratuitas, como as batalhas de Hip Hop, na Torre Malakoff, o espetáculo “Brow e Taw - & - 8ª Sinfonia Fusion - Animatrooniczd”, na área externa do Centro Apolo-Hermilo e “Maracambuco: santos, rainhas e leões”, na Praça do Arsenal. Na parte de formação, o festival conta também com a palestra “Patrimônio Vivo, quem pode ser?”, com o historiador Marcelo Renan.

 

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