"A Nobreza do Amor" muda de tom para valorizar mais o romance
O tom "Game of Thrones" não conseguiu seduzir o público, que prefere o tradicional estilo romântico e sonhador do horário
O amor está no ar. A atual novela das seis, “A Nobreza do Amor”, estava sendo preenchida pelas artimanhas políticas e ações belicistas, principalmente no Reino de Batanga. O tom “Game of Thrones” não conseguiu seduzir o público, que prefere o tradicional estilo romântico e sonhador do horário.
Por isso, vão ganhar mais espaço os protagonistas jovens de cada um dos dois universos da trama: Alika e Tonho (Duda Santos e Ronald Sotto) em Barro Preto e Dumi e Kênia (Licinio Januário e Nykolly Fernandes) em Batanga. Com isso, o casal de atores novatos ganha merecido destaque na história.
O incremento do casal Dumi e Kênia vem com um processo de humanização da filha de Jendal (Lázaro Ramos). Para isso, a princesa ilegítima começa a criticar e rejeitar as maldades do pai. A dobradinha que os dois faziam, principalmente com uma certa comicidade, se quebra a ponto de o Rei começar a esconder da menina algumas atitudes mais cruéis, como ter mandado o jornalista estrangeiro Robert para o Poço das Serpentes.
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Para ele, era questão de sobrevivência de seu governo, uma vez que tomou conhecimento que o rei golpista seria denunciado correspondente estrangeiro. Mesmo com a simpatia e carisma de Lázaro Ramos, o ator vai fazer o possível para ser odiado com todas as forças pelo público.
“A Nobreza do Amor” funciona como se fossem duas novelas com elencos e estrutura reduzidas. Alguns personagens até passam de um universo para o outro, mas estes intercâmbios são raros. Por conta dessa estrutura, a produção foi reduzida em cada lado do oceano, se comparada a outras produções do horário.
Em Batanga, o pequeno número de personagens e cenários já era previsto, mas em Barro Preto essa economia não foi bem aceita. Nos grupos de discussão foi muito criticado o aspecto nas cenas de rua, que pareciam em uma cidade fantasma. Muitas cenas importantes, principalmente do casal Alika e Tonho, que não têm um espaço próprio, eram feitas em locais desertos. A partir de agora haverá mais transeuntes nas cenas externas.
Essa interatividade entre produção e público, representado pelas pesquisas qualitativas, é que torna a novela uma obra viva, que vai se amoldando às respostas do público. E mesmo que as novelas tenham perdido uma fatia substancial de audiência nos últimos anos, a partir da chegada de novas mídias e no maior tempo perdido no trajeto entre casa e trabalho, que afeta especialmente o horário.
Isso aparece na audiência na travada São Paulo, onde a “A Nobreza do Amor” está com uma audiência entre 17 e 19 pontos, enquanto no Rio de Janeiro fica entre 23 e 25 pontos.
“A Nobreza do Amor” – Globo, de segunda a sábado, às 18h20.

