A nova fase de Lara Croft no cinema

"Tomb Raider: a origem", novo filme da franquia baseada em um game, apresenta Alicia Vikander no papel que foi de Angelina Jolie

Cena do filme "Tomb Raider: a origem"Cena do filme "Tomb Raider: a origem" - Foto: Divulgação

Lara Croft, personagem da popular série de jogos "Tomb Raider", é geralmente associada à imagem de Angelina Jolie, atriz que a interpretou em "Tomb Raider" (2001) e "Tomb Raider: a origem da vida" (2003).

O novo filme da franquia estreia nesta quinta-feira (15) no circuito nacional, e coloca Alicia Vikander como o novo rosto da personagem, uma arqueóloga inteligente e atlética que nos games protagonizava cenas de ação com camiseta, shortinho e dois revólveres.

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O longa-metragem "Tomb Raider: a origem", dirigido pelo norueguês Roar Uthaug, tem força na maneira como trabalha o gênero ação de um jeito na maioria das vezes empolgante e na atuação de Vikander, que se mantém fiel ao ritmo do jogo.

O filme começa insinuando que o pai de Lara, Richard (Dominic West), morreu ao tentar encontrar uma ilha misteriosa no Japão, onde supostamente foi enterrada uma bruxa, alguns séculos atrás. Sete anos depois, Lara ainda não superou o luto e recusa a fortuna e impacto social que seu nome carrega.

Aos poucos, uma sequência de mistérios e quebra-cabeças encaminha Lara para a mesma ilha, em busca do paradeiro de seu pai, uma busca que além da velocidade frenética e ação contínua típicas do gênero também significa a procura da personagem por uma parte fundamental de sua história e identidade.

Depois de se destacar no drama "A garota dinamarquesa" (2015), Alicia Vikander mostra versatilidade ao passar da sutileza de uma atuação baseada em um intenso movimento interno e emocional no melodrama de 2015 para uma interpretação física, visceral.

Lara tem poucos diálogos e uma construção dramática relativamente simples, o que a torna interessante é a maneira física como lida com seus problemas: a luta, a corrida, o esforço até a beira do esgotamento. Vikander apresenta um trabalho intenso e empolgante.

O filme é montado de forma que uma cena de ação dá lugar a outra cena de ação. Lara corre em uma floresta, fugindo de capangas; cai em um rio de correnteza forte; enquanto luta para não se afogar, se prende em um avião que está delicadamente equilibrando na beira de uma cachoeira; com esforço consegue subir e logo descobre que os destroços da aeronave estão para ceder e despencar; corre, pula e pega um velho paraquedas; cai rolando entre árvores e entulhos.

É um pequeno exemplo de alguns minutos da ação incessante e velocidade máxima que guiam o roteiro.

Lara sobrevive a muitas ameaças ao longo do filme, parece feita de ferro e fogo e não carne e osso. É um modo empolgante de se envolver com a personagem, uma mulher independente que não precisa necessariamente de um par romântico e que passa o filme em busca de sua identidade, seu lugar no mundo, sua herança intelectual e afetiva.

O enredo acelerado é divertido e até certo ponto empolgante, mas parece se acomodar em clichês, com uma trilha sonora entediante, apagando um pouco a empolgação de um início vibrante.

Cotação: bom



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