Música

A psicodelia moderna de Petrônio e as Criaturas em novo Ep

Novo Ep do grupo, "Mergulho, conta com quatro canções

Petrônio e as Criaturas lançam novo epPetrônio e as Criaturas lançam novo ep - Foto: Priscila Ribeiro

Em busca de um som que equilibre sua essência psicodelica e moderna ao mesmo tempo, a banda Petrônio e as Criaturas estão organizando o seu terceiro lançamento. Trata-se de um Ep com 04 canções, chamado “Mergulho”. Uma viagem sonora com lirismo, rock experimental, contendo violino, oud, shruti-box, um pouco de linguagem pop para uma canção recente e três antigas.

O sucessor de “Ossos da Alma” (2013) e “Troglodita”(2019), foi gestado durante a pandemia do coronavírus em 2020, período utilizado para retirar do baú algumas canções e compor outras. Nasceram desse processo 04 canções que são completamente diferentes umas das outras, mas se completam no tema e na musicalidade, se encontrando num álbum compacto.

O EP “Mergulho” conta com a gravação, edição e produção de Fernando S., que também toca guitarra, teclados e baixo. Tiago Marditu tocou as baterias, Rama Om tocou viola de 12 e violino, Guga S. Rocha tocou percussão e Petrônio gravou violão e voz. O EP conta com a participação especial de Ugo Barra Limpa tocando Shruti box, snujs e apito Pataxó e Rodrigo Gondão, tocando Oud e percussão em “Voador”; Jeff Chagas e Flávia Muniz fazendo arranjo vocal e coro em “Eny”. Com Flaviola, dividindo vocais com Petrônio em “Desenho de Nuvens, que também conta com a percussão de Nana Millet e o arranjo moderno e trans-armorial de Júlio Ferraz.

As canções seguem a identidade da banda no terreno livre da música psicodélica, que reúne letras existencialistas, os mais diversos efeitos nas guitarras de Fernando S., a bateria desconstruída de Tiago Marditu, os multi-instrumentos de Rama Om, o arranjo trans-armorial para cordas feito por Júlio Ferraz em “Desenho de nuvens”, declamação em “Eny” e uma pegada rock bem peculiar nas composições de Petrônio.

“Enny”, composição de Jeff Chagas, Alexandre Chagas, Paulo Edmundo e Paulo Maurício. A canção trata de uma pessoa que realmente existiu, Eny, uma jovem de um bairro simples que queria apenas caminhar livremente na rua, sem ser incomodada por polícia ou bandidos. Já a faixa “Desenho de Nuvens”, é um delírio de Petrônio ao imaginar momentos da infância em que via as nuvens criarem formas.

O pop rock selvagem “Os olhos secos de Biu” é uma das primeiras canções composta por Petrônio.  Inspirado pelo personagens de “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto.

“Voador” é também uma canção de autoria de Petrônio, completamente existencial. Essa música fez parte do repertório da banda carioca “Cotovelo de Aquiles” que Petrônio compôs e cantava entre 2003 e 2007.

 

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