Acordes brasileiros e universais no festival BB Seguridades

Festival BB Seguridade traz time de peso do jazz e blues, ao Parque Santana, neste sábado,a partir das 14h30

Os CowboysOs Cowboys - Foto: Divulgação

 

Buscando explorar a efervescência musical de Pernambuco, o festival BB Seguridade será realizado pela primeira vez no Recife amanhã, às 14h30. O palco será armado no Parque Santana, em Casa Forte, para receber nomes do jazz e blues nacional e internacional, destacando os shows de Maria Gadú e Tony Gordon e Hamilton de Holanda Trio. Esta é a segunda edição do evento gratuito, que até 2015 ocorria apenas em São Paulo e Brasília e neste ano incluiu no roteiro Porto Alegre e Recife.
“O festival me convidou para fazer um espetáculo de blues e, a princípio, a ideia era homenagear o nosso querido BB King, mas como eu não sou uma “superguitarrista” achei melhor passear pelos vários momentos lindos do blues em geral. Achei a ideia intrigante, pois me deu gás para estudar os instrumentos (voz e guitarra)”, explicou Gadú, que irá encerrar o evento ao lado de Tony Gordon. O repertório do show irá contemplar intérpretes e compositores de blues estrangeiros, como Ray Charles e Etta James, e brasileiros, como Rita Lee e Cazuza.
Elogiada pelas novas direções musicais apontadas pelo seu último álbum de inéditas “Guelã”, a paulista está aberta a abraçar novos projetos. “Acredito que a grande proeza da vida é não ter medo de mudar. Tudo é um risco e por isso que é sempre muito bom fazer arte. A música é um ser vivo, que vai entrar ou não no coração das pessoas. Estou em tempos de estudos. Estudando antropologia, ligando isso à música. A cada dia que passa me sinto melhor, mas credito isso ao tempo. Você vai vivendo as experiências que a vida te proporciona e isso te melhora se você permitir. Eu tô deixando”, comenta ela, que já teve banda de soul e groove quando era mais jovem.
Antes da cantora, o evento contará com os shows do guitarrista e pianista norte-americano Stanley Jordan em dueto com o baixista mineiro Dudu Lima, da banda Blues Etílicos, do grupo O Bando, da Orleans Street Jazz Band, dos pernambucanos da Uptown Blues Band e do brasiliense Hamilton de Holanda, que se apresentará em trio.

“Como tem muita coisa improvisada, tem muita surpresa, mas é surpresa para mim também. Deve entrar Sivuca e um frevo que fiz em homenagem a Naná Vasconcelos, chamado ‘Nafrenavo’”, adiantou Hamilton de Holanda, ao explicar que parte da apresentação também será dedicada a alguns de seus projetos, como “Samba de Chico”, em tributo a Chico Buarque, e “Mundo de Pixinguinha”, em que faz releituras do compositor de choro e que neste mês ganhou versão em DVD.
“A gente fez uma celebração da obra de Pixinguinha com o olhar do músico estrangeiro do jazz. Ele é o pai do choro, é uma referência constante na minha música, um representante da música instrumental e da música improvisada, por isso tem uma ligação com o jazz. É uma linguagem muito brasileira, mas ao mesmo tempo é universal”, observou o bandolinista, que na ocasião será acompanhado pelos músicos Thiago da Serrinha, na percussão, e Marcelo Caldi, no acordeon.
Organizado pela Marolo Produções, o festival tem patrocínio do BB Seguridade, que dá nome ao evento. “Queríamos fazer em uma cidade da região Nordeste que tivesse uma cena musical muito forte, onde o público fosse interessado, por isso acrescentamos Recife ao nosso roteiro. Apesar de não sair muito na mídia, a cena do blues e jazz surpreende, porque tem muita gente no Brasil nesses segmentos também. Nossa proposta é apresentar isso, mas não necessariamente como um show, mas como um dia para curtir música boa e poder confraternizar em um espaço legal, com bastante verde”, resumiu a produtora Maria Dolores Duarte.

 

Veja também

Drica Moraes diz que criou relação com homem que doou medula para ela: 'Meu oitavo irmão'
famosos

Drica Moraes diz que criou relação com homem que doou medula para ela: 'Meu oitavo irmão'

Boom de novos assinantes que Netflix vivenciou na pandemia perde força
streaming

Boom de novos assinantes que Netflix vivenciou na pandemia perde força